Através da Noticia Siscomex nº 52/2013, a Coordenação de Administração Aduaneira - COANA, em Brasília informa que cabe ao importador
obter licenciamento (LI) para admissão ao regime de entreposto aduaneiro quando
houver previsão de LI para o produto ou a operação no tratamento
administrativo, conforme previsto no art. 13 da portaria SECEX nº 23/2011,
ainda que o Siscomex permita o registro da declaração de admissão ao regime sem
LI.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Noticia - Indústrias correm para se adequar à Resolução nº 13 - Comexdata/FENACON)
Estados afirmam que irão multar companhias que não detalharem o conteúdo importado em nota fiscal
Perto de acabar o prazo para que os industriais se adequem às novas regras estabelecidas pela Resolução nº 13/2012 do Senado Federal - que tenta desestimular a guerra dos portos -, empresários ainda não conseguiram regularizar seus sistemas e temem a fiscalização. Os estados, como os do Ceará e de Pernambuco, já afirmaram que não deixarão passar incólumes erros na declaração do conteúdo importado nas notas fiscais. As novas regras entram em vigor no próximo dia 1º.
A norma é uma obrigação acessória estabelecida pelo Ajuste Sinief nº 19, criado pelo Conselho de Política Fazendária (Confaz) para regulamentar a Resolução. O ajuste determina que produtos que contenham conteúdo nacional inferior a 60% serão considerados importados e terão uma redução da alíquota interestadual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para 4%. Antes, a depender da região do país, esta alíquota era de 7% ou 12%. Além disso, o ajuste também definiu que os industriais devem entregar às Fazendas estaduais a Ficha de Conteúdo Importado (FCI) e discriminar o valor da importação e seu percentual sobre o valor da nota fiscal.
Esperava-se até a última semana que o Confaz, órgão que reúne todos os secretários de Fazenda, além do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, prorrogasse o prazo em que a nova obrigação passaria a vigorar. No entanto, na reunião realizada na semana anterior, ficou definido que não haverá esta postergação. Inclusive, alguns secretários exigiram que a fiscalização comece a partir do primeiro dia de vigência.
O coordenador do Confaz, Cláudio José Trinchão, afirma que não há acordo em nenhuma das negociações devido à complexidade do tema. Ele explica que há um levante de estados que querem o adiamento do ajuste, mas perderam na votação. "Tudo indica que o ajuste deve entrar em vigor no dia 1º. Vamos tentar forçar a barra, mas é tudo muito complexo e alguns temas precisam de unanimidade", explica Trinchão. Advogados agora correm contra o tempo para conseguirem liminares a fim de suspender a ação deste ajuste. Seus argumentos são baseados no conceito do sigilo empresarial, presente inclusive na Constituição, e que estaria sendo violado com esta obrigação acessória. Segundo Carlos Eduardo Navarro, do escritório Machado Associados, nem 10% das companhias industriais estão preparadas para cumprir a determinação. "Todos estavam esperando uma prorrogação de prazo, visto a dificuldade em adequar os sistemas contábeis das empresas", afirma o advogado.
Em Santa Catarina, um dos pivôs da chamada guerra dos portos, dezenas de liminares já foram emitidas em favor dos empresários. Maiara Renata da Silva, tributarista do escritório Bornholdt Advogados, diz que há uma "chuva de liminares" no estado. "O judiciário está se pronunciando a favor dos contribuintes", afirma. "Ainda esperamos uma prorrogação do prazo. Se começarem a fiscalização agora, será um "Deus nos acuda" as empresas", conclui.
Noticia - Bolívia inicia uma série de reuniões para o processo de integração no Mercosul - Aduaneiras/Agência Brasil
O governo
da Bolívia começa hoje (29) em Montevidéu, no Uruguai, uma série de
reuniões para negociar a adesão ao Mercosul. Em comunicado, o Ministério
das Relações Exteriores do país diz que a reunião servirá para traçar
as linhas de trabalho e promover encontros empresariais com o objetivo
de definir a posição do país no que se refere aos mecanismos regionais.
Há quatro meses, a Bolívia negocia o processo de integração como membro
pleno do bloco.
A
série de reuniões foi definida pelo presidente Evo Morales em dezembro,
em Brasília, quando participou da Cúpula do Mercosul com presidentes da
região - Dilma Rousseff, José Pepe Mujica (Uruguai), Cristina Kirchner
(Argentina) e Rafael Correa (Equador), além dos representantes da
Venezuela, do Suriname e da Guiana.
Na
ocasião, Morales assintou protocolo de adesão para se tonar o sexto
integrante do Mercosul, que é formado pela Argentina, o Brasil, Uruguai,
a Venezuela e o Paraguai (temporariamente suspenso do bloco desde a
destituição do presidente Fernando Lugo). Pelo protocolo, a Bolívia
passou a ser membro com voz nas cúpulas do Mercosul, mas sem direito a
voto, o que ocorrerá quando completar o processo de adesão.
Para
concluir o processo de integração da Bolívia, é preciso que o
Parlamento de cada país que integra o bloco aprove a entrada do novo
membro. O vice-ministro do Comércio Exterior da Bolívia, Pablo Guzmán,
está confiante. Segundo ele, a integração no Mercosul inaugura uma nova
fase de relações da Bolívia com os países do Sul do continente.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Legislação - Portaria SECEX nº 14/2013 - Alteração - Portaria SECEX nº 23/2011 - Trigo - NCM 1001.99.00 - Cota
Através da Portaria SECEX nº 14/2013 foi alterada a Portaria SECEX nº 23/2011, que
consolida as normas administrativas de comércio exterior (importação, drawback e exportação). Tal alteração foi para incluir
o inciso XXXIII ao art. 1º, do Anexo III, que trata da cota tarifária
do produto, algodão não cardado nem penteado, simplesmente debulhado,
exceto não debulhado (NCM 5201.00.20 e 5401.00.90) estabelecido pela
Resolução Camex nº 27/2013.
Também se alterou o inciso XXVIII, referente o produto outros trigos e misturas de trigo com centeio (méteil) (NCM 1001.99.00), para ampliar a quota para 2.000.000 de toneladas estabelecido pela Resolução Camex nº 11/2013 e alterado pela Resolução Camex nº 26/2013.
Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação, ocorrida em 17/07/2013.
terça-feira, 19 de março de 2013
Noticia - Receita Federal ouve sugestões sobre admissão e exportação temporárias até 22 de março de 2013 - Comexdata/Receita Federal
Encontra-se
para consulta pública externa a minuta de Instrução Normativa da Receita
Federal do Brasil que consolida e promove alterações nas normas que regem os
regimes aduaneiros especiais de admissão temporária e exportação temporária.
A
proposição promove profundas alterações nos dois regimes aduaneiros e
consolida, em um único ato, dispositivos constantes em mais de 35 atos vigentes
que atualmente regulam a matéria.
Assim,
a Receita Federal do Brasil quer ouvir sugestões visando ao aperfeiçoamento das
normas, com o objetivo de ampliar a transparência, previsibilidade e adequação
das medidas propostas a serem implementadas e, dessa forma, aumentar a eficácia
da legislação e reduzir custos por parte dos intervenientes no comércio exterior
e da própria administração pública.
Todos
os interessados podem enviar suas propostas sobre a minuta submetida a consulta
pública pela Receita Federal, até o dia 22.3.2013. Após o prazo estabelecido
para o recebimento de sugestões, os textos propostos continuam disponíveis
apenas para consulta.
A
minuta está disponível no link
http://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/Atbsa/MinuLeg/Default.htm, onde
podem ser encontradas todas as orientações para a formulação de sugestões.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Noticia - Operadores de terminais pedem mudanças na MP dos portos - Agência Câmara/Comexdata
Operadores
de portos públicos reivindicaram, nesta terça-feira (12), mudanças na
Medida Provisória 595/12 para permitir a prorrogação dos contratos
anteriores a 1993. Os empresários também cobram a adaptação de todos os
contratos vigentes às novas regras previstas na MP. Em 1993 foi editada a
Lei dos Portos (8.630), revogada pela MP, que previa a adaptação dos
contratos em vigor às novas regras.
O
diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários
(ABTP), Wilen Manteli, afirma, no entanto, que esse ajuste nunca
ocorreu. E agora, com a MP, o governo prevê licitar todos os portos
operados com base nesses contratos antigos. "Não é prerrogativa do
governo prorrogar ou não, é uma exigência legal", sustentou o presidente
da ABTP.
Investimentos
O
conselheiro da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de
Uso Público Richard Klein também defendeu que a prorrogação dos
contratos antigos é indispensável para garantir investimentos na
infraestrutura portuária. De acordo com ele, um terminal novo leva entre
oito e dez anos para entrar em operação. "Nesse período serão os
terminais públicos que vão ter de dar conta do comércio exterior
crescente", argumentou.
De
acordo com Klein, os operadores têm investimentos previstos de R$ 11
bilhões nos três próximos anos. Já em um horizonte de 10 anos, a
previsão é aplicar R$ 44 bilhões nos portos públicos.
O
presidente de comissão mista que analisa a MP, deputado José Guimarães
(PT-CE), diz que a alteração do texto para permitir a adaptação dos
contratos antigos é possível. "Podemos chegar a um acordo para um prazo
de três a cinco anos e garantir os investimentos", disse.
Críticas à centralização
Os
operadores também foram unânimes em criticar a centralização da
administração portuária em Brasília. Pela MP, a Secretaria de Portos da
Presidência da República passa a ser responsável pelo planejamento do
setor e também pela organização dos processos licitatórios e seletivos.
Hoje, essas tarefas competem aos Conselhos da Autoridade Portuária
(CAPs), ligados aos governos estaduais.
O
presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto
de Castro, sustentou que, no modelo atual, os CAPs ajudam a garantir a
competência do setor. "Por que ser contra [os CAPs], se todo mundo é a
favor?", questionou. O relator da medida, senador Eduardo Braga
(PMDB-AM) disse que tanto ele quanto o presidente da comissão se fazem a
mesma pregunta.
Regionalização
Já
o ex-presidente do Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Santos
Sérgio Aquino considerou a centralização insensata porque, segundo ele,
vai na contramão de todas as experiência de bem-sucedidas no mundo, que
regionalizaram a administração. "Estou defendendo a regionalização, que é
o modelo de sucesso mundial", sustentou.
O
deputado Roberto Santigo (PSD-SP) é outro defensor da administração
regional. "Esses burocratas devem achar que podem comandar porto daqui
de Brasília, do ar condicionado", disparou.
Única
voz dissonante, o deputado Milton Monti (PR-SP) defendeu a
centralização. "As decisões têm de ser trazidas para Brasília, porque
devem ser equalizadas com os interesses do País", rebateu.
José
Augusto de Castro explicou então que os conselhos são constituídos por
quatro blocos de representantes do poder público, dos trabalhadores, dos
operadores e dos usuários. Ao todo, são 16 conselheiros, e nenhum deles
recebe remuneração pelo trabalho.
Ineficiência
Ainda
conforme os participantes da audiência, a acusação de que os terminais
brasileiros são ineficientes decorre de fatores externos às instalações
portuárias, que não serão corrigidos pela MP.
Roberto
Santiago, por exemplo, argumentou que todos os órgão públicos
envolvidos na operação portuária, como Docas, Anvisa e Receita Federal,
trabalham de 9 às 17 horas, de segunda a sexta. "Isso significa 112 dias
de porto fechado por ano, pode construir quantos portos quiser, que não
vai ser eficiente, se não tirar esse gargalo" assegura.
O
parlamentar garantiu ainda que não adianta aumentar a quantidade de
terminais, se o País não contar com a infraestrutura necessária para que
as mercadorias cheguem aos portos. "É uma falácia, se não tiver
rodovia, ferrovia para o produto chegar, é brincadeira o que se está
sendo discutido".
Noticia - Operadores de terminais pedem mudanças na MP dos portos - Agência Câmara/Comexdata
Operadores
de portos públicos reivindicaram, nesta terça-feira (12), mudanças na
Medida Provisória 595/12 para permitir a prorrogação dos contratos
anteriores a 1993. Os empresários também cobram a adaptação de todos os
contratos vigentes às novas regras previstas na MP. Em 1993 foi editada a
Lei dos Portos (8.630), revogada pela MP, que previa a adaptação dos
contratos em vigor às novas regras.
O
diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários
(ABTP), Wilen Manteli, afirma, no entanto, que esse ajuste nunca
ocorreu. E agora, com a MP, o governo prevê licitar todos os portos
operados com base nesses contratos antigos. "Não é prerrogativa do
governo prorrogar ou não, é uma exigência legal", sustentou o presidente
da ABTP.
Investimentos
O
conselheiro da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de
Uso Público Richard Klein também defendeu que a prorrogação dos
contratos antigos é indispensável para garantir investimentos na
infraestrutura portuária. De acordo com ele, um terminal novo leva entre
oito e dez anos para entrar em operação. "Nesse período serão os
terminais públicos que vão ter de dar conta do comércio exterior
crescente", argumentou.
De
acordo com Klein, os operadores têm investimentos previstos de R$ 11
bilhões nos três próximos anos. Já em um horizonte de 10 anos, a
previsão é aplicar R$ 44 bilhões nos portos públicos.
O
presidente de comissão mista que analisa a MP, deputado José Guimarães
(PT-CE), diz que a alteração do texto para permitir a adaptação dos
contratos antigos é possível. "Podemos chegar a um acordo para um prazo
de três a cinco anos e garantir os investimentos", disse.
Críticas à centralização
Os
operadores também foram unânimes em criticar a centralização da
administração portuária em Brasília. Pela MP, a Secretaria de Portos da
Presidência da República passa a ser responsável pelo planejamento do
setor e também pela organização dos processos licitatórios e seletivos.
Hoje, essas tarefas competem aos Conselhos da Autoridade Portuária
(CAPs), ligados aos governos estaduais.
O
presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto
de Castro, sustentou que, no modelo atual, os CAPs ajudam a garantir a
competência do setor. "Por que ser contra [os CAPs], se todo mundo é a
favor?", questionou. O relator da medida, senador Eduardo Braga
(PMDB-AM) disse que tanto ele quanto o presidente da comissão se fazem a
mesma pregunta.
Regionalização
Já
o ex-presidente do Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Santos
Sérgio Aquino considerou a centralização insensata porque, segundo ele,
vai na contramão de todas as experiência de bem-sucedidas no mundo, que
regionalizaram a administração. "Estou defendendo a regionalização, que é
o modelo de sucesso mundial", sustentou.
O
deputado Roberto Santigo (PSD-SP) é outro defensor da administração
regional. "Esses burocratas devem achar que podem comandar porto daqui
de Brasília, do ar condicionado", disparou.
Única
voz dissonante, o deputado Milton Monti (PR-SP) defendeu a
centralização. "As decisões têm de ser trazidas para Brasília, porque
devem ser equalizadas com os interesses do País", rebateu.
José
Augusto de Castro explicou então que os conselhos são constituídos por
quatro blocos de representantes do poder público, dos trabalhadores, dos
operadores e dos usuários. Ao todo, são 16 conselheiros, e nenhum deles
recebe remuneração pelo trabalho.
Ineficiência
Ainda
conforme os participantes da audiência, a acusação de que os terminais
brasileiros são ineficientes decorre de fatores externos às instalações
portuárias, que não serão corrigidos pela MP.
Roberto
Santiago, por exemplo, argumentou que todos os órgão públicos
envolvidos na operação portuária, como Docas, Anvisa e Receita Federal,
trabalham de 9 às 17 horas, de segunda a sexta. "Isso significa 112 dias
de porto fechado por ano, pode construir quantos portos quiser, que não
vai ser eficiente, se não tirar esse gargalo" assegura.
O
parlamentar garantiu ainda que não adianta aumentar a quantidade de
terminais, se o País não contar com a infraestrutura necessária para que
as mercadorias cheguem aos portos. "É uma falácia, se não tiver
rodovia, ferrovia para o produto chegar, é brincadeira o que se está
sendo discutido".
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