quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Noticia - Exportação de frutas cai ao menor patamar em 9 anos - Valor Econômico.

A cadeia exportadora de frutas tem poucos motivos para comemorar. Fortemente dependente da combalida economia europeia e exposta a fatores como o câmbio apreciado e adversidades climáticas em culturas importantes como a maçã, o segmento viu os embarques de frutas frescas ao exterior no ano passado caírem ao menor nível desde 2002.
"O setor [exportador] de frutas não vive um bom momento", reconhece Maurício de Sá Ferraz, gerente do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf). Em 2011, as exportações chegaram a 681,2 mil toneladas, queda de 10,2% sobre o ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ibraf. As vendas não atingiam patamares tão baixos desde 2002, ano em que o país exportou 668,9 mil toneladas.

Apesar da redução dos embarques, as receitas com as frutas exportadas renderam US$ 633,6 milhões em 2011, 3,9% mais que os US$ 609,6 milhões do ano anterior, reflexo do "custo Brasil e do melhor preço alcançado por algumas frutas, como o limão tahiti", segundo Ferraz.

Da pauta de brasileira de frutas, maçã, banana e melão foram as que mais influenciaram a queda dos embarques ao exterior. Juntos, os três produtos deixaram de contribuir com cerca de 80 mil toneladas, se considerado o nível alcançado pelas três frutas em 2010.

  
No caso da maçã, cujos embarques recuaram 46,4% em apenas um ano, passando de 90,8 mil toneladas para 48,6 mil toneladas, o grande vilão foi o granizo, que prejudicou a safra de importantes regiões produtoras da fruta no Estado de Santa Catarina, fenômeno que deve se repetir neste ano, conforme mostrou o Valor.

As exportações de banana, por sua vez, passam por uma mudança mais estrutural, com a saída das multinacionais americanas do país. No fim de 2010, a americana Del Monte deixou de exportar bananas originadas no Brasil, onde enfrentou problemas trabalhistas, fundiários e ambientais. Com isso, os embarques da fruta caíram 21,1%, para 110 mil toneladas.

Já os exportadores de melão tiveram como principais obstáculos o câmbio desfavorável, que reduz a competitividade da fruta brasileira e a crise dos países da União Europeia, - a região responde por 98% das compras do melão produzido no Brasil. Além disso, fortes chuvas do início de 2011 no Rio Grande do Norte praticamente inviabilizaram os embarques entre janeiro e fevereiro. Ao todo, as exportações de melão no ano passado somaram 169,5 mil toneladas, queda de 4,6% em relação a 2010.

Fruta mais exportada pelo Brasil - em volume -, o melão poderia ter sofrido ainda mais, não fosse a quebra da produção espanhola, que estimulou as exportações da fruta do ano-safra 2011/12, que vai de agosto a maio. Ainda assim, "a dependência do melão no mercado europeu pode continuar trazendo problemas", diz o gerente do Ibraf.

Em meio aos resultados mais fracos, o destaque positivo ficou para o limão. No ano passado, as exportações cresceram 5,3%, para 66,4 mil toneladas. "A retomada do limão foi uma grande surpresa", afirma. Segundo Ferraz, a chegada tardia da safra brasileira resultou num maior volume disponível, estimulando as exportações típicas de fim de ano.

Já para 2012, as perspectivas para as exportações não são otimistas, e o fraco desempenho deve se repetir. "Não é um ano animador", diz Ferraz, ao explicar a dependência de 95% das exportações para o bloco europeu. "Com uma crise como essa, nossas exportações vão por terra. Além disso, já temos problemas de chuva fora de época na Zona da Mata, estiagem no Sul e chuvas no Nordeste".

Para o engenheiro agrônomo José Guilherme Nogueira, cujo mestrado discute as exportações de frutas frescas, a crise europeia revela a necessidade de as empresas brasileiras investirem em verticalização, com representações no exterior, e em estratégias de marketing, "para conhecer o perfil de seu consumidor no exterior". Além disso, diz ele, avançar nas exportações de frutas para mercados emergentes "como Oriente Médio, China, Índia e até a Rússia" é uma alternativa importante.

Ferraz diz que as exportações de frutas só não recuarão ainda mais por conta das "janelas" de mercado e pela influência do câmbio um pouco mais favorável.

E nem mesmo a robustez do mercado interno, que vêm absorvendo parte da produção nacional não exportada, anima. "Não adianta achar que vai desviar tudo para o mercado interno. Se eu despencar uma safra inteira aqui, vou ter problemas de preço", pondera Maurício Ferraz.

A força do mercado interno, inclusive, elevou as importações de frutas (22,8%). Em 2011, o Brasil importou 459,3 mil toneladas, gastando US$ 494,9 milhões. Com isso, e aliada à queda das exportações (ver gráfico ao lado), que se agrava desde a crise de 2008 - pico histórico das exportações de frutas -, o setor fechou 2011 com superávit de apenas US$ 139 milhões, ante US$ 242 milhões do ano anterior.

Noticia - Governo pode licitar 77 terminais portuários até 2013 - Valor Econômico.

O governo decidiu que 77 terminais portuários hoje operados pelo setor privado - e cuja concessão é anterior a 1993 - devem ser licitados. A decisão impõe a adoção de um ritmo acelerado para garantir as novas concessões, pois elas vencem até 2013 e representam quase um quarto das 326 instalações portuárias arrendadas no país. A definição do governo - adotada em reunião da Casa Civil, ministérios dos Transportes, da Fazenda e do Planejamento, e Secretaria dos Portos - contraria posição da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que quer a renovação das concessões.

Parecer da Advocacia-Geral da União de julho de 2011 admite que os contratos celebrados antes da Lei dos Portos (8.630/93) sejam prorrogados pelo prazo máximo igual ao originalmente pactuado, como forma de adequá-los à lei e mitigar as diferenças em relação aos firmados depois dela. A possibilidade do aditivo só vale para as concessões ainda vigentes e cujos contratos tenham cláusula permitindo a renovação. Com base no parecer da AGU, a Antaq chegou a elaborar uma minuta de resolução para regular as prorrogações, mas no fim de 2011 o texto da agência, ao qual o Valor teve acesso, esbarrou na Casa Civil, que determinou a realização de novos leilões.

O governo terá de agir contra o relógio para leiloar as 77 instalações que vencem no espaço de um ano. Nos últimos 11 anos, apenas cinco terminais foram licitados, segundo levantamento da Antaq.

A decisão por novas licitações contraria o interesse dos atuais administradores desses terminais. "Se não sair uma regulação da Antaq, podemos nos valer do parecer da AGU para buscar soluções. O problema é que não queremos levar a questão para a justiça, como tem ocorrido no setor portuário", afirma o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli.

De acordo com ele, a licitação levaria no mínimo cinco anos. "Se isso prevalecer, haverá um sucateamento dos terminais porque ninguém vai investir sem a previsão de que os contratos serão renovados", diz Manteli. De acordo com a ABTP, os terminais das empresas associadas a ela e cuja concessão vence em 2013 têm planos de investimento que somam R$ 3 bilhões.

Publicada em 1993, a Lei dos Portos instituiu a necessidade de licitação para a operação portuária e limitou o tempo de concessão em até 50 anos (25 mais 25). Até então, os arrendamentos portuários eram feitos sem concorrência pública e podiam ser sucessivamente renovados. A nova regra introduziu uma série de critérios, como a movimentação mínima de carga e indicadores de serviço, e determinou que os contratos antigos fossem adaptados a ela no prazo de 180 dias, por meio da incorporação das novas cláusulas. Entre essas, estava a possibilidade de prorrogação por uma única vez, por prazo máximo igual ao originalmente contratado. O governo, contudo, não conseguiu adaptar todos os contratos no período.

Apesar de afirmar que a licitação "é pedra de toque para a Administração", o parecer da AGU pondera que existem "hipóteses carregadas pelo signo da excepcionalidade", o que justificaria a renovação sem nova concorrência pública. Diz o texto: "Não se está tratando de mera outorga de novo serviço público sem o concurso licitatório, mas de readequação, à luz de quadros constitucional e legal supervenientes, das explorações de instalações portuárias que se encontravam válidas sob o regime anterior".

Para Mauro Salgado, diretor comercial da Santos Brasil, principal operadora de terminais de contêineres e logística do país, a adequação é legítima. "O parecer da AGU dá respaldo para que a Antaq publique a resolução. Nossa posição é que de fato essa adequação tem de ser feita, porque investimento em instalação portuária é de longo prazo". A empresa tem uma instalação de armazenagem de contêineres nessa situação, em Santos.

Procurada, a Antaq disse que está revendo o assunto em âmbito de diretoria. A Casa Civil afirmou que no encontro do final de 2011 a AGU posicionou-se a favor de realizar licitações, no que foi acompanhada pelos demais participantes. A Secretaria de Portos (SEP), por sua vez, informou por meio de sua assessoria que uma resolução da Antaq de 2005 autoriza a prorrogação emergencial dos contratos de arrendamentos firmados antes da Lei de 1993 pelo prazo máximo de três anos, enquanto se conclui a licitação. Com isso, o prazo de 2013 poderia ser estendido, no entender da SEP, mas não pelo mesmo período do contrato original, como queria a Antaq.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Legislação - Portaria SECEX nº 02/2012 - Alteração Portaria SECEX nº 23/2011 - Consolidação das Normas Administrativas de Importação, Drawback e Exportação - Certificados de origem preferenciais - Alteração.

Legislação - Portaria SECEX nº 03/2012 - Taipé Chinês - Importação - Lápis de grafite e lápis de cor - NCM 9609.10.00 - Não cumprimento das regras de origem.

Noticia - China compra 17% do que o Brasil exporta - FSP/Aduaneiras.

A China é o maior destino das exportações do Brasil, absorvendo 17,3% do total. Além disso, o crescimento recente da economia chinesa acarretou grande demanda por minério de ferro, soja e outras commodities. A demanda elevou o preço dos produtos, de acordo com publicado na edição de hoje do jornal Folha de S.Paulo.

Noticia - Brasil terá de importar mais gasolina este ano - OESP/Aduaneiras.

De acordo com o noticiado pelo jornal O Estado de S.Paulo, o consumo de combustíveis cresceu em 2011 mais do que o dobro da evolução do Produto Interno Bruto. Pela estimativa da Petrobrás, o PIB do ano passado deverá ficar em 2,8%, enquanto o consumo de derivados terá crescido 6,3%. A expectativa do diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, é de que esse quadro vai se manter em 2012, o que obrigará o governo a importar ainda mais gasolina.

Noticia - Teixeira diz que proteção do mercado interno é prioridade do governo - MDIC/Comexdata.

O ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, afirmou em discurso de abertura da Couromoda 2012, que a proteção do mercado interno é prioridade do governo federal. "Não vamos titubear na defesa da indústria nacional e na criação de condições para o fortalecimento do mercado inteiro", afirmou.

Aos empresários do setor calçadista, Teixeira lembrou que a classe média é a responsável pelo crescimento interno e que a defesa deste mercado é prioridade no governo Dilma Rousseff. Este mesmo setor cresceu 7,5% em 2011 e teve reflexos sobre as vendas de produtos, como o calçado.

Conforme Teixeira, o governo quer garantir que o setor, no mínimo, mantenha o desempenho alcançado no ano passado e que, para isso, vai adotar novos incentivos para a indústria nacional.

O ministro interino falou ainda que 2012 será um ano de grandes desafios tanto para o setor privado quanto para o governo federal. "O Brasil é cada vez mais o centro de atenções de investidores internacionais, que planejam direcionar para o país US$ 60 bilhões, montante duas vezes maior que o de 2011. O número de projetos de investimentos externos chega de 800 e envolve diferentes áreas de interesse, o que mostra os desafios que o setor produtivo terá pela frente este ano", conclui.

A abertura oficial das feiras Couromoda e São Paulo Prêt-à-Porter, aconteceu nesta segunda-feira (16/1), na capital paulista. Estavam presentes, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, entre outras autoridades e presidentes de entidades do setor.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198

NOTICIA - TV RECEITA LANÇA SÉRIE DE VÍDEOS COM ORIENTAÇÕES SOBRE A DECLARAÇÃO DO IR 2015 - Fonte: RECEITA FEDERAL

Principais dúvidas dos contribuintes são explicadas de forma didática A Receita Federal divulgou no dia 17/3, no canal da TV Receita no y...