sexta-feira, 27 de maio de 2011

Legislação - IN RFB nº 1.159/2011 - IPI - Empresa comercial exportadora - Prestação de informações - Alterações.

Através da Instrução Normativa RFB nº 1.159/2011 se alterou as Instruções Normativas SRF nº 419/2004 e nº 420/2004, que tratam, respectivamente, sobre o cálculo, a utilização e a apresentação de informações do crédito presumido do IPI, instituído pela Lei nº 9.363/1996, e do regime alternativo do crédito presumido do IPI, instituído pela Lei nº 10.276/2001. 

As alterações, em ambos os casos, estabeleceram que a empresa comercial exportadora que houver adquirido produtos industrializados de pessoa jurídica industrial, com o fim específico de exportação, deverá prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil informações referentes às exportações realizadas, por meio da Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). 

Estas informações devem ser prestadas relativamente às exportações realizadas a partir de 1º de janeiro de 2011.

Foram revogados: a) a Instrução Normativa SRF nº 95/1998, que aprovou o programa gerador do Demonstrativo de Exportação, versão 2.0, definindo regras para a sua apresentação; b) o art. 24 da Instrução Normativa SRF nº 419/2004 e o art. 28 da Instrução Normativa SRF nº 420/2004, que tratavam da apresentação do Demonstrativo de Exportação à SRF. 

A IN RFB nº 1.159/2011 entra em vigor na data de sua publicação, ocorrida em  27/05/2011.

Noticia - Barreiras comerciais não afetaram relações entre Brasil e Argentina, assegurou Patriota - Agência Brasil/Comexdata.

O impasse envolvendo a suspensão da concessão de licenças automáticas para a venda de automóveis e autopeças da Argentina para o Brasil não contaminou as relações entre os dois países, assegurou o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. O chanceler disse ontem (26) que "é natural" a ocorrência de controvérsias comerciais quando há relações intensas envolvendo as nações.

"É natural que isso ocorra entre dois parceiros comerciais que têm um comércio tão significativo, pode haver questões tópicas que surgem", disse o chanceler brasileiro, no Itamaraty, depois de almoçar com a ministra dos Assuntos Exteriores e da Cooperação da Espanha, Trinidad Jiménez. "Isso acontece entre União Europeia e Estados Unidos", comparou.

Patriota informou que conversou hoje com o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, sobre as negociações para a reintegração de Honduras à Organização dos Estados Americanos (OEA). O país foi suspenso como punição ao golpe de Estado que depôs o então presidente Manuel Zelaya.

Nos último dias, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, e o secretário da Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi, decidiram que representantes dos dois países farão reuniões mensais para discutir a questão das barreiras comerciais impostas por ambos os lados.

Há pouco mais de 15 dias, o MDIC suspendeu a concessão de licenças automáticas para os automóveis e autopeças importados da Argentina. A iniciativa fez com que a autorização para entrada dos produtos argentinos demore até 60 dias para ser aprovada.

Os argentinos resolveram adotar regra semelhante para os produtos do Brasil. Os empresários brasileiros reclamam da retenção nas alfândegas. Com isso, o prejuízo é imediato em relação a alguns produtos, como alimentos, enquanto outros sofrem com a concorrência interna, como calçados e pneus.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Legislação - IN RFB nº 1.158/2011 - Taxa de utilização do Siscomex - Novos Valores.

Através da Instrução Normativa nº 1.158/2011 foi alterado o art. 13 da Instrução Normativa nº 680/2006, que dispõe sobre a Taxa de Utilização do Siscomex devida no ato do registro da Declaração de Importação (DI), passando a vigorar com os valores de R$ 185,00 (cento e oitenta e cinco reais) por DI e R$ 29,50 (vinte e nove reais e cinquenta centavos) para cada adição de mercadoria à DI, observados os seguintes limites: a) até a 2ª adição - R$ 29,50; b) da 3ª à 5ª - R$ 23,60; c) da 6ª à 10ª - R$ 17,70; d) da 11ª à 20ª - R$ 11,80; e) da 21ª à 50ª - R$ 5,90; e f) a partir da 51ª - R$ 2,95. 

Esta Instrução Normativa põe fim à omissão contida na Portaria MF nº 257/2011, em 23.05.2011, que estabeleceu novos valores para a referida taxa, porém nada dispôs acerca dos limites de valor referentes às adições. A COANA através da Noticia Siscomex Importação nº 14/2011 já havia informado os nos valores a serem exigidos a partir de 01/06/2010, bem como informado sobre a nova versão do Siscomex perfil importador a ser baixado a partir de 31/05/2011 para utilização a partir de 01/06/2011.

Os novos valores da taxa de utilização do Siscomex, estabelecidos pela Portaria MF nº 257/2011, serão aplicados somente às DIs registradas após a entrada em vigor da Instrução Normativa RFB nº 1.158/2011, que ocorrerá em 1º de junho de 2011.

Noticia - Governo vai simplificar devolução de créditos do PIS e Cofins - FENACON/Comexdata.

O Ministério da Fazenda publicou, nesta quarta-feira (25/05), no Diário Oficial da União, portaria número 260, que simplifica a devolução dos créditos de PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para os exportadores. As regras anteriores eram definidas pela portaria 348, de 16 de junho de 2010.

Com a mudança, as empresas que tiverem 10% de seu faturamento bruto oriundos de exportação terão direito à devolução dos créditos. Pela legislação anterior, o faturamento bruto era de 15% nos últimos dois anos.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o governo está preparando um mecanismo automático de ressarcimento de crédito, que deve começar a ser implantado entre junho e dezembro deste ano. "Os créditos serão liberados em 60 dias, de forma quase automática. Isso é um alívio para o exportador, que tradicionalmente ficava muitos anos para ter a devolução do crédito", disse o ministro ao chegar ao edifício-sede do ministério nesta manhã. Ouça a entrevista do ministro aqui.

Mantega ressaltou, ainda, que os empresários poderão resgatar o estoque de créditos acumulados desde 2009. Antes, os exportadores estavam limitados a resgates a partir de abril de 2010. Segundo ele, o fluxo atual de créditos pedidos pelas empresas está em torno de R$ 2 bilhões.

Serviço
Ministério da Fazenda
Esplanada dos Ministérios, Bloco P, 70048-900
Brasília-DF, Telefone: (61) 3412-2000/ 3000

Noticia - OMC adverte que medidas protecionistas causarão efeitos devastadores na economia mundial - Agência Brasil/Comexdata.

O diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, alertou ontem (25) os líderes mundiais que a adoção das medidas protecionistas causa "efeitos devastadores" na economia global. Dirigindo-se aos representantes do G20 - o grupo dos países mais ricos do mundo -, Lamy pediu que resistam "à tentação". Como exemplos de excessos, ele citou medidas adotadas pela Argentina, Rússia e Ucrânia.

"A má notícia é que nos últimos seis meses se registaram mais medidas protecionistas que durante a crise", afirmou Lamy. Ao ser perguntado sobre o que pode ocorrer, ele foi objetivo: "Os efeitos são devastadores. Os dirigentes dos países do G20 têm o dever de abordar seriamente esse problema".

Lamy citou como exemplos de países que adotaram medidas protecionistas a Argentina, Rússia e Ucrânia. No caso dos argentinos, o governo brasileiro reagiu e suspendeu a concessão de licenças automáticas para automóveis e autopeças. O impasse provocou reações na Argentina.

Para o governo brasileiro, a suspensão das licenças era necessária porque vários produtos brasileiros, como calçados, pneus e achocolatados, sofriam restrições no mercado argentino em decorrência das medidas protecionistas.

Lamy lamentou a interrupção nas negociações da Rodada de Doha. "Infelizmente, neste momento, estamos em um impasse." Ele se referiu ao bloqueio das negociações por parte dos Estados Unidos, que exigem dos países emergentes, como a China, Índia ou Brasil, a redução das tarifas para alguns produtos industrializados para taxa de até zero.

Noticia - Abimaq está preocupada com o crescente déficit comercial do setor de máquinas e equipamentos - Agência Brasil/Comexdata.

O déficit comercial do setor de máquinas e equipamentos é crescente no país. No primeiro quadrimestre ele atingiu US$ 5,5 bilhões, acumulando uma perda desde 2004 de US$ 50,7 bilhões. O aumento do déficit comercial em relação ao mesmo período do ano passado foi de 33,3%, de acordo com dados divulgados ontem (25) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

O presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, atribuiu grande parte do desempenho deficitário da balança comercial do setor à concorrência "predatória" da China que neste início de 2011 já ocupou o segundo lugar, em valor, entre os principais mercados exportadores para o Brasil. Em 2004, a China ocupava a décima posição. Ele estimou que em até 2013, os chineses assumirão a liderança dos destinos importadores do Brasil.

Aubert Neto defendeu que os produtos importados têm de passar por normas de segurança, como ocorre em relação ao produto nacional. A China apresenta outras vantagens, como a ausência de tributação sobre o investimento e o câmbio, que "é manipulado pelo governo [chinês], o que facilita as exportações". A Abimaq não é contrária à importação de produtos com tecnologia elevada não fabricados no Brasil, frisou Aubert Neto. Acrescentou, porém, que isso não está ocorrendo.

Com as importações nos primeiros quatro meses deste ano chegando a US$ 8,9 bilhões e as exportações a US$ 3,4 bilhões, o déficit comercial do setor no período alcançou US$ 5,5 bilhões. Para Aubert Neto, a expectativa para este ano é de um déficit recorde. "O déficit este ano vai ser recorde. Vai passar de US$ 18 bilhões. O Brasil está primarizando a economia", disse.

Para deter a concorrência da China ao setor de máquinas e equipamentos brasileiro, ele disse que a Abimaq está solicitando ao governo a adoção de todos os instrumentos que estão ao alcance, entre os quais salvaguardas, ações de dumping (exportação a preço inferior), valoração aduaneira, aumento da alíquota de importação para 35%. "Nós estamos pedindo tudo para frear essa importação maciça que está ocorrendo". Avaliou que a importação da China é danosa porque, na realidade, não se está importando qualidade, mas preço.

Aubert Neto afirmou que se o governo fizer a desoneração total dos investimentos, além da redução dos encargos trabalhistas, isso seria um passo importante para garantir a competitividade brasileira no setor de máquinas e equipamentos. Nesse processo, ele ressaltou que a mobilização da sociedade é fundamental.

Além do problema do câmbio depreciado, que "é mortal e está tirando a competitividade da nossa indústria", Aubert Neto afirmou que outro elemento fundamental seria a extensão, "sem data para acabar", do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do governo federal para o financiamento de longo prazo ao setor produtivo, com juros reduzidos, como ocorre, por exemplo, na Alemanha, onde o patamar de juros é de 2% ao ano.

A pesada carga de tributos que incide sobre os produtos nacionais, estimada entre 30% e 40%, em média, estimula o processo de "desindustrialização" no país, disse o presidente da Abimaq. Isso justifica, segundo afirmou, o fato de empresas deixarem de investir aqui e construírem unidades no Mercosul para "fugir do custo Brasil" e vender o produto depois no mercado interno, livre de impostos.

Os números da Abimaq revelam, ainda, que em paralelo ao déficit comercial, o setor de máquinas e equipamentos vem enfrentando diminuição na carteira de pedidos. No primeiro quadrimestre, a redução registrada foi de 18,2%, em comparação a igual período de 2010, "o que mostra claramente que as importações estão aumentando cada vez mais a participação no mercado interno", com queda do valor agregado na cadeia do setor, alertou Aubert Neto.

O presidente da Abimaq falou ainda que o setor deve também sofrer os efeitos do aumento de preço previsto para o aço forjado e laminado. Segundo ele, as distribuidoras já acenaram que o aço deve sofrer um aumento de cerca de 20% nos dois próximos meses por causa do aumento nas usinas. "O aço é o principal insumo que nós temos. Cada ponto percentual que aumenta é mais um item de perda de competitividade que a gente tem", afirmou.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Noticia - Nota Conjunta - Reunião da Comissão de Monitoramento do Comércio Bilateral Brasil-Argentina - MDIC/Comexdata.

1. O Secretário-Executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Alessandro Teixeira, e o Secretário de Indústria e Comércio da Argentina, Eduardo Bianchi, reuniram-se em Buenos Aires nos dias 23 e 24 de maio de 2011.

2. Os dois Vice-Ministros examinaram questões relacionadas ao comércio bilateral, tendo como foco temas levantados pelos Ministros da Indústria de ambos os países em correspondências intercambiadas nas últimas semanas.

3. Os dois Governos fortalecerão ações com vistas a promover o desenvolvimento produtivo integrado e definirão uma agenda de trabalho para temas estruturais, com especial atenção a setores sensíveis e estratégicos para economias dos dois países.

4. No que diz respeito ao licenciamento não automático de importações, as partes avançaram nas negociações visando a liberar gradualmente as licenças pendentes.

5. Com vistas a continuar os entendimentos, os Vice-Ministros acordaram propor a realização de reunião proximamente. Além disso, comprometeram-se a assegurar periodicidade mensal às reuniões da Comissão de Monitoramento do Comércio Bilateral.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
ascom@mdic.gov.br

NOTICIA - TV RECEITA LANÇA SÉRIE DE VÍDEOS COM ORIENTAÇÕES SOBRE A DECLARAÇÃO DO IR 2015 - Fonte: RECEITA FEDERAL

Principais dúvidas dos contribuintes são explicadas de forma didática A Receita Federal divulgou no dia 17/3, no canal da TV Receita no y...