sexta-feira, 20 de maio de 2011

Noticia - Exportações mostram força para superar desequilíbrio cambial, aponta estudo do Ibre - Agência Brasil/Comexdata.

A queda de preços de alguns produtos básicos (commodities) no mercado internacional, como petróleo e grãos, não deve comprometer a meta brasileira de auferir US$ 245 bilhões este ano com exportações. A conclusão consta do Boletim Macro, apresentado ontem (19) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), no Rio de Janeiro.

Segundo a economista Lia Valls, as exportações brasileiras estão cada vez mais pautadas nas commodities que, atualmente, respondem por quase 45% de tudo o que é vendido para outros países. Mas, como o Brasil tem uma pauta bastante diversificada, acaba ficando menos vulnerável às oscilações de preço de um ou outro item.

"O comportamento do preço das commodities é muito importante. E, no cenário internacional, mesmo que não haja mais aumento, elas estão num nível bastante elevado, o que garante nossas exportações. Além disso, o mercado chinês continua demandando muito e é nosso principal destino", explicou a economista.

De acordo com o Boletim Macro, a valorização real da taxa de câmbio continuou em abril, prejudicando ainda mais os exportadores. Mas o crescimento econômico dos países da América do Sul, principais compradores dos produtos brasileiros com maior valor agregado, deve manter as exportações em alta. "Até o momento, as previsões [sobre a economia dos países sul-americanos] foram todas revisadas, de crescimento maior do que se esperava".

Em relação ao saldo comercial, o Ibre prevê um resultado de US$ 22 bilhões em 2011, US$ 3 bilhões acima da última previsão feita pelo instituto, de US$ 19 bilhões.

Para Lia Valls, o boletim revela que "o setor externo não é uma restrição para o crescimento econômico brasileiro. No final do ano passado estávamos esperando um déficit elevado e a previsão, agora, é alcançar um superávit muito maior do que se imaginava".

Noticia - Brasil vai apressar entrada de automóveis da Argentina a partir de amanhã - Agência Brasil/Comexdata.

A partir de hoje (20), o Brasil vai agilizar a liberação das licenças de importação de automóveis da Argentina, informou hoje (19) à noite o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A medida ocorre em retribuição ao país vizinho, que vai fazer o mesmo com pneus, baterias e calçados exportados pelo Brasil.

O Ministério do Desenvolvimento esclareceu que as licenças de importação de automóveis continuam não automáticas. Na verdade, o Brasil vai apenas reduzir o prazo de análise da entrada de veículos da Argentina, que atualmente pode levar até 60 dias.

As medidas foram acertadas hoje pelo secretário executivo do ministério, Alessandro Teixeira, e o secretário da Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi. Os dois conversaram por telefone e marcaram uma reunião na próxima segunda (25) e terça-feira (26) em Buenos Aires para discutir o impasse comercial criado pelas licenças não automáticas. De acordo com o ministério, a agilização das liberações representa um gesto de boa vontade dos dois países em chegar a um entendimento.

Noticia - Brasil e Argentina liberam parte de produtos retidos | Valor Online


Como "gesto de boa vontade", para facilitar a negociação da disputa comercial entre os dois países, os governos do Brasil e Argentina começaram, ontem, a liberar um número limitado de licenças de importação para mercadorias de lado a lado. Mais de 800, dos 3 mil automóveis argentinos retidos na fronteira foram liberados ontem à tarde, segundo os argentinos. A Argentina comprometeu-se a liberar também quantidade significativa de baterias, pneus e calçados brasileiros também barrados nas alfândegas. 

O início da liberação de produtos afetados por barreiras burocráticas foi a pré-condição da secretária de Indústria da Argentina, Débora Giorgi, para negociar uma resposta às queixas dos empresários brasileiros afetados pelas medidas protecionistas. O Brasil exigiu, então, liberação de produtos barrados pelos fiscais alfandegários, especialmente os retidos há mais de 60 dias, prazo máximo para concessão de licenças de importação autorizado pela organização Mundial do Comércio (OMC). 

Na segunda e na terça-feira, em Buenos Aires, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Alessandro Teixeira, e o secretário da Indústria argentino, Eduardo Bianchi, se reúnem para fechar um acordo que ponha fim aos atrasos na liberação de mercadorias na Argentina, e à retaliação do Brasil, que, a pretexto de monitorar as crescentes importações de automóveis, começou a exigir "anuência prévia" para autorizar entrada de carros no país.

Desde o endurecimento do Brasil no trato dos produtos argentinos, a Argentina começou a reduzir a quantidade retida de produtos como calçados, que tiveram acelerada a liberação de licenças de importação. Conforme o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, em meados de março os atrasos nas autorizações para embarque atingiam 1,8 milhão de pares, mas na semana passada, o volume caiu para 660 mil. Desse montante, 220 mil pares deveriam ter sido liberados entre fevereiro e abril e o restante no início de maio. Para Klein, o Brasil deve manter a posição firme contra os argentinos. "A única linguagem que eles entendem é a retaliação", disse o executivo. 

Fontes do Ministério da Indústria argentino disseram que a Argentina também vai liberar nos próximos dias licenças não automáticas de importação cujo prazo de análise de 60 dias já havia sido ultrapassado, principalmente nos setores de máquinas agrícolas, alimentos e linha branca. No Brasil, chegou apenas a informação de que sapatos, baterias e pneus estariam entre os primeiros itens a serem liberados. Ao contrário do que esperam os argentinos, porém, está fora de questão liberar os automóveis retidos antes que se restabeleça a normalidade no fluxo de comércio entre os dois países.

O governo argentino tem a intenção de fazer uma discussão dos desequilíbrios "estruturais" no comércio com o Brasil, nas reuniões da próxima semana, não apenas das mais recentes barreiras protecionistas. Quer discutir, por exemplo, o peso do financiamento do BNDES nas exportações brasileiras que competem com similares argentinos. 

O governo brasileiro chegará com um exemplo concreto de como tem dado atenção aos interesses do sócio no Mercosul: um grupo de parlamentares gaúchos que defende novas barreiras a produtos argentinos deve acompanhar Teixeira, que se reuniu com parte da bancada do Estado, para ouvir queixas contra a importação do arroz argentino. "O arroz argentino está entrando em grande quantidade, em plena safra no Rio Grande do Sul, deprimindo preços", reclama a senadora Ana Amélia (PP-RS), que participou da reunião com Teixeira, que disse que não vê condições de barrar o arroz argentino sem descumprir acordos internacionais. 

O governo pretende manter o licenciamento não automático para os automóveis, embora cogite acelerar as liberações das licenças de importação. Seria uma forma de garantir que os argentinos não voltarão atrás no compromisso de evitar atrasos na entrada de produtos brasileiros no país. Os carros são o principal produto de exportação da Argentina para o Brasil.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Legislação - Portaria SECEX nº 15/2011 - Drawback - Formulários - Relatórios - Alteração.

A Portaria SECEX nº 15/2011 alterou a Portaria SECEX nº 10/2010, que dispõe sobre as operações de comércio exterior (IMPORTAÇÃO, DRAWBACK E EXPORTAÇÃO). Foi alterada a redação do Anexo M, que trata dos formulários e relatórios de drawback integrado isenção.

Legislação - Circular SECEX nº 22/2011 - Glifosato (n-fosfonometil glicina) exclusivo para fabricação de herbicida - Importações da China - Dumping - Revisão.

Através da Circular SECEX nº 22/2011, oecidiu-se iniciar revisão do direito antidumping, instituído pela Resolução CAMEX nº 3/2009 e alterado pela Resolução CAMEX nº 41/2010, às importações de glifosato (N-fosfonometil glicina) em todas as suas formas (ácido, sais e formulado) e graus de concentração, destinado, exclusivamente, à fabricação de herbicida, comumente classificado nos itens 2931.00.32, 2931.00.39 e 3808.93.24 da Nomenclatura Comum do Mercosul - NCM, quando originário da República Popular da China.

Permanecerá em vigor, o direito antidumping de que tratam as citadas Resoluções, enquanto perdurar a investigação. 


Noticia - Livro eletrônico poderá ficar livre de impostos - OESP/Aduaneiras.

Um projeto para livrar de impostos os livros eletrônicos foi aprovado ontem pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Se aprovado e sancionado, aparelhos como Kindle, da Amazon, não serão tributados, assim como já ocorre com os livros tradicionais, jornais, periódicos e o papel destinado à impressão desses exemplares. O autor do projeto argumenta não ser possível restringir, como faz a legislação atual, o conceito de livros apenas à "publicação de textos escritos em fichas ou folhas, não periódica, grampeada, colada ou costurada, em volume cartonado, encadernado ou em brochura, em capas avulsas, em qualquer forma e acabamento", informa a edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo.

Noticia - Bloqueio russo à carne brasileira é mantido - DCI/Aduaneiras.

O Brasil revisará a instrução normativa que trata da análise de risco para importação pelo Brasil de trigo russo. Essa decisão ficou acertada durante a "V Reunião da Comissão Russo-Brasileira de Alto Nível de Cooperação", encerrada anteontem em Moscou. A informação foi divulgada ontem pelo Ministério da Agricultura. A revisão das normas para a importação de trigo russo é, na prática, uma contrapartida à reabertura do mercado da Rússia para as carnes bovina, suína e de frango brasileiras. Qualquer decisão sobre o fim dos bloqueios daquele país às importações de carnes brasileiras deve ser tomada somente em outubro, quando autoridades russas virão ao Brasil.

Segundo o Ministério da Agricultura, o governo brasileiro vai avaliar a possibilidade de ampliar a quantidade de portos autorizados para receber o cereal russo. Atualmente, a norma permite a entrada somente por portos do nordeste. Sobre a situação das carnes brasileiras na Rússia, o Mapa informou que o serviço veterinário russo solicitou mais informações sobre questões sanitárias, em relação ao bloqueio no mercado de carnes O governo brasileiro disse que fará novas auditorias em todas as indústrias de carnes bovina, suína e de aves habilitadas a exportar para a Rússia. Uma vez ultrapassada essa fase de inspeções, o governo brasileiro encaminhará uma avaliação global sobre os frigoríficos, que será discutida em uma nova rodada de trabalho.

Em outubro, o chefe do Serviço Veterinário da Rússia, Sergei Dankvert, deverá vir ao Brasil, para reuniões com autoridades sanitárias dos países do Mercosul para discutir as novas regras de comércio da União Aduaneira formada em 2010 entre Rússia, Cazaquistão e Bielorrússia.

NOTICIA - TV RECEITA LANÇA SÉRIE DE VÍDEOS COM ORIENTAÇÕES SOBRE A DECLARAÇÃO DO IR 2015 - Fonte: RECEITA FEDERAL

Principais dúvidas dos contribuintes são explicadas de forma didática A Receita Federal divulgou no dia 17/3, no canal da TV Receita no y...