sexta-feira, 29 de julho de 2011

Noticia - Empresa brasileira é a primeira da AL a ter um dos rótulos ambientais mais respeitados do mundo - MDIC/Comexdata.

A fábrica de papel, no município de Luiz Antônio-SP, da empresa International Paper, é a primeira da América Latina a conseguir o rótulo ambiental "The Flower", considerado um dos mais importantes do mundo. No ano passado, a empresa foi a terceira maior produtora de papel do Brasil e segunda maior exportadora.

O processo de certificação aconteceu após uma auditoria realizada pela Comissão do Rótulo Ecológico da União Europeia e uma capacitação coordenada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O rótulo é o reconhecimento internacional de que o processo produtivo é realizado com menor impacto ambiental em comparação com outros produtos similares disponíveis no mercado. "É uma vantagem competitiva importante para o aumento das exportações, em função da crescente demanda por produtos que respeitem o meio ambiente", afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Lacerda Prazeres.

A iniciativa atende à instrução da Conferência Ministerial de Doha, da Organização Mundial de Comércio (OMC), realizada em 2001. A participação brasileira teve início em 2007, quando a Secex assinou termo de compromisso com os coordenadores internacionais: o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), responsável pela parte administrativa, e a Comissão da União Europeia, que financia o projeto. A finalidade do projeto é incentivar a capacitação de agentes do governo e do setor privado de países em desenvolvimento para aumentar a adesão à rotulagem ambiental.

Papel e celulose


Para participar do projeto, a Secex escolheu o setor de papel e celulose. Foram levados em conta aspectos técnicos e de relevância na pauta de exportações para o mercado europeu, além de requisitos ambientais importantes para alcançar competitividade global.

No projeto, foi selecionado o papel de tipo para cópia e impressão. A indicação das empresas participantes foi feita pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). A metodologia utilizada foi a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) do produto.

A fabricação do papel brasileiro foi analisada desde a formação das florestas de eucalipto e pinho, que são utilizadas como matéria-prima, até a etapa em que o produto final é vendido aos consumidores. Houve o exame minucioso para descartar riscos de contaminação da saúde humana e do meio ambiente.

Também foram organizados vários seminários e workshops internacionais, além de cursos de capacitação e treinamentos, para que, em cada país selecionado, pelo menos uma empresa tivesse um produto certificado pela União Europeia.

Brasil na liderança


O Brasil é o primeiro país a conseguir o selo entre os que fazem parte do projeto. Também participaram a China, com monitores de computadores; a Índia e a África do Sul, com produtos têxteis; além de México e Quênia, com calçados de couro.

O projeto de cooperação termina este mês. Uma segunda fase está prevista com a inclusão de outros setores da indústria brasileira. A expectativa da Secex é assinar a prorrogação com o PNUMA ainda no segundo semestre de 2011.

O que é o The Flower


O rótulo ecológico europeu é um regime voluntário, criado em 1992, para incentivar as empresas a comercializar produtos e serviços que respeitem o meio ambiente. Os que recebem o rótulo podem utilizar o logotipo em forma de flor nas embalagens dos produtos para que os consumidores os identifiquem facilmente.

Atualmente, mais de 900 empresas estão certificadas pelo rótulo, em mais de trinta países, em um mercado que movimenta aproximadamente 1 bilhão de Euros. Além dos países que formam a União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e Tailândia também possuem empresas certificadas com o The Flower.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
Mara Schuster
mara.schuster@mdic.gov.br  

Noticia - Associação de exportadores aprova medidas do governo para conter valorização do real - Agência Brasil/Comexdata.

As medidas cambiais anunciadas quarta-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, são positivas, "porque é a primeira vez que se adota alguma coisa contra as causas da valorização do real." A avaliação foi feita ontem (28) pelo vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

De acordo com ele, as medidas não vão resolver todos os problemas. "Temos que entender que o Brasil faz parte do mundo econômico", disse, referindo-se à expectativa sobre a questão da dívida norte-americana, cuja definição é esperada para a próxima semana. "Se o problema dos Estados Unidos não for resolvido, infelizmente terá reflexo para o Brasil".

Apesar disso, Castro considera que as medidas tomadas pelo governo federal estão no caminho certo. "Elas reduzem significativamente a especulação cambial, que é feita a partir do exterior para o Brasil". Segundo ele, alguns poucos exportadores que fazem operações de hedge (proteção) podem vir a ser tributados. Mesmo que isso ocorra, acrescentou, o ganho que eles devem ter com a desvalorização do real é muito maior do que a tributação."Mesmo que haja tributação, a empresa continua ganhando".

De acordo com o vice-presidente da AEB, as medidas não vão alterar as projeções feitas para a balança comercial brasileira este ano. "O Brasil exporta 70% de commodities [produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional]. E elas, hoje, não têm problema algum decorrente da taxa de câmbio". Os preços dessas produtos se mantêm elevados no exterior e o Brasil "tira proveito da situação".

O problema, apontou Castro, está nos produtos manufaturados. As medidas cambiais não terão impacto imediato em termos de aumento das exportações, porque esse segmento precisa de um tempo para "produzir, vender e embarcar."

Pelas projeções da AEB, as exportações brasileiras devem somar US$ 244,56 bilhões este ano, com aumento de 21,1% em comparação aos US$ 201,91 bilhões registrados em 2010. Três commodities (minério de ferro, soja e petróleo) deverão seguir liderando as exportações do país em 2011.

Noticia - Estrangeiros vão poder comprar produtos brasileiros via internet por meio de intermediadoras de pagamento com cartão - Agência Brasil/Comexdata.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou ontem (28) a venda de produtos brasileiros via internet para estrangeiros por meio de empresas "facilitadoras" de pagamentos feitos com cartão de crédito. Essas companhias servem como intermediadoras em compras internacionais quando não se conhece o fornecedor do produto.

Segundo o chefe da Gerência Executiva de Normatização de Câmbio e Capitais Estrangeiros do Banco Central, Geraldo Magela Siqueira, antes, esse tipo de compra só era autorizado na via oposta, quando brasileiros faziam compras no exterior via internet, o que prejudicava o empresariado brasileiro. "Estamos eliminando a assimetria, que é desfavorável aos nossos importadores, principalmente facilitando o acesso para micro e pequenas empresas brasileiras. Estamos autorizando que essas empresas se utilizem do mercado de câmbio brasileiro", disse.

O objetivo, com a medida, é trazer mais segurança e facilidade à compra. "Você não dá o número do cartão para o fornecedor e, sim, para a empresa facilitadora. Com isso, os compradores, no exterior, que não conhecem a empresa que está vendendo o produto, não precisam mais fazer o pagamento diretamente em seu site. Podem se utilizar destas empresas. Eles se sentirão mais seguros para fazer as compras, porque essas empresas são acreditadas internacionalmente", explicou Siqueira. Ele não citou nomes de empresas, mas, no mercado, são conhecidas por fazerem esse tipo de transação a PayPal e a PagSeguro.

Ainda de acordo com Siqueira, a medida está relacionada apenas à forma de pagamento da compra. "Não estamos fazendo alteração ou impacto na regulamentação aduaneira ou comercial, trata-se apenas de pagamentos", disse. Além disso, não há limite de valores para a operação. "Os volumes não devem ser importantes em termos de fluxo, mas a medida deve atender bem às micro e pequenas empresas", destacou.

Noticia - Um dia após o anúncio de medidas cambiais, dólar volta a fechar em alta - Agência Brasil/Comexdata.

Um dia após o anúncio das medidas para conter a valorização do real, o dólar registrou nova alta ontem (28) e fechou o dia em R$1,56. Quarta-feira (27), a moeda americana fechou o dia sendo negociada a R$ 1,55. Na terça-feira (26) ela chegou a valer R$ 1,53.

O governo aumentou a alíquota do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para algumas transações no mercado futuro com objetivo de combater a especulação com a valorização do real.

Para especialistas, as medidas devem atenuar a tendência de fortalecimento da moeda nacional verificada nos últimos meses. As novas regras serão operacionalizadas em dois meses.

O prazo é necessário para que os técnicos do Ministério da Fazenda e da Comissão de Valores Mobiliários desenvolvam sistemas informatizados para o recolhimento do imposto. Enquanto o sistema não estiver pronto, as empresas deverão calcular o imposto devido a partir de ontem (27) e pagar tudo de uma só vez no dia 5 de outubro.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Noticia - Medidas do governo devem atenuar valorização do real, avaliam especialistas - Agência Brasil/Comexdata.

A valorização do real deverá ser atenuada, mas sem reversão da tendência de alta, com as medidas anunciadas ontem (27) pelo governo, segundo os especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Entre as novas regras publicadas no Diário Oficial da União por meio de medida provisória está o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para algumas operações no mercado futuro.

O presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), Heron do Carmo, disse que os anúncios de ontem complementam as medidas tomadas desde o início do ano pelo governo para conter o câmbio. "Foi uma medida que teve algum efeito no mercado. Pode ser entendida como uma medida de caráter prudencial que complementa outras que já foram adotadas".

As medidas, entretanto, apenas reduzirão o ritmo de valorização da moeda nacional, na avaliação de Carmo. Alta induzida, segundo ele, pela crise na Europa e as incertezas em relação à economia norte-americana. "Essa é uma medida para atenuar essa tendência de valorização do real. Nada indica que isso vá alterar essa situação de real forte que nós já estamos vivendo".

O gerente de Câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, considerou as medidas "paliativas". "A gente viu o mercado operando ontem mais em alta [em relação ao dólar], mas por segurança", ressaltou. Segundo ele, o aumento da cotação da moeda norte-americana aconteceu principalmente devido às incertezas sobre a amplitude das novas regras.

O presidente da Associação Brasileira de Corretoras de Câmbio, Liberal Leandro Gomes, também acredita que grande parte dos efeitos das medidas estão ligados a uma reação psicológica dos investidores. "O efeito psicológico é muito grande".

Apesar de considerar o anúncio de ontem um acerto, Gomes avaliou que o câmbio só cederá de maneira definitiva com a adoção de outras ações.

Na opinião de Carmo, só serão tomadas novas medidas se o real continuar a se valorizar de maneira "persistente". Ele avalia, no entanto, que no médio prazo, o dólar deve se estabilizar em um patamar de cerca de R$ 1,60. "O mais provável é que tenhamos uma melhora do cenário internacional, com solução desses problemas que vem afetando a economia americana e europeia. Isso tudo pode levar a alguma tendência de reversão da valorização do real".

Galhardo, porém, vê com preocupação as ações para conter a queda do dólar. "O mercado se sente cansado. Estamos desde janeiro, com o câmbio sendo massacrado", reclamou. Ele teme que o governo exagere nas medidas e acabe espantando os investidores estrangeiros.

Noticia - Exportação de cooperativas brasileiras aumenta 37% no primeiro semestre em relação a ano passado - Agência Brasil/Comexdata.

As cooperativas brasileiras exportaram US$ 2,7 bilhões em produtos no primeiro semestre de 2011. O resultado recorde, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), é 37,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando as vendas chegaram a quase US$ 2 bilhões. As quantidades exportadas cresceram 11,19%, totalizando 4,2 milhões de toneladas.

"O aumento nos valores e quantidades exportados reflete também o incremento no preço das commodities e a alta do consumo", explica o analista de Mercados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Marco Olívio Morato. "A tendência é que esse panorama se mantenha e o movimento feche o ano com uma margem de 11% de crescimento em relação a 2010, totalizando cerca de US$ 5 bilhões em exportações", avaliou.

O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, disse que os crescimentos recordes das exportações do segmento são resultado de investimentos na profissionalização dos negócios e oferta de produtos de qualidade com valor agregado. "Um de nossos objetivos é consolidar mercados tradicionais, o que explica, inclusive, uma retomada mais forte das relações comerciais com países da Europa", disse Freitas, por meio de nota.

Apesar das importações das cooperativas terem aumentado 44,4% na comparação entre o primeiro semestre de 2010 e o mesmo período deste ano, passando de US$ 114,3 milhões para US$ 165,1 milhões, o saldo da balança comercial do setor também foi recorde. O aumento do saldo foi 37,3%, saltando de US$ 1,88 bilhão para US$ 2,58 bilhões, do primeiro semestre de 2010 para os primeiros seis meses deste ano.

Segundo Morato, o aumento das importações deve-se principalmente à elevação do preço dos insumos. Os produtos mais vendidos pelas cooperativas, de janeiro a junho, foram os do complexo sucroalcooleiro, com US$ 868,6 milhões. Em segundo lugar nas vendas externas do segmento, aparecem os produtos do complexo soja, com US$ 690 milhões em exportações.

O principal cliente das cooperativas brasileiras foi a Alemanha, responsável por US$ 317,6 milhões, ou 11,6% das vendas do segmento. Logo depois, aparecem a China (US$ 303,2 milhões - 11%), os Estados Unidos (US$ 230,4 milhões - 8,4%), Emirados Árabes (US$ 215,4 milhões - 7,8%), Países Baixos (US$ 144,8 milhões - 5,3%) e a Rússia (US$ 139,9 milhões - 5,1%).

Apenas três estados representam mais de 80% das vendas dentro do setor cooperativista brasileiro: o Paraná, com US$ 1 bilhão, ou 36,7% de todas as exportações; São Paulo, com US$ 815 milhões, ou 29,7%; e Minas Gerais, com 14,1%. Destacam-se ainda o Rio Grande do Sul, com US$ 229,4 milhões, ou 8,4%, e Santa Catarina, com US$ 133,8 milhões, ou 4,9%.

Noticia - Presidente da EPE aposta em intercâmbio tecnológico entre Brasil e China - Agência Brasil/Comexdata.

Ao participar ontem (27) de um seminário sobre cooperação na área ambiental entre o Brasil e a China, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, disse que os dois países têm grande potencial hidrelétrico ainda inexplorado que poderá ser desenvolvidos por meio do intercâmbio tecnológico bilateral.

"Ambos têm grandes potenciais hidrelétricos ainda não explorados", assinalou o presidente da EPE. "Os dois países estão investindo em [energia] eólica [dos ventos]. Então, há um grande potencial de cooperação nessa área. Acho que um [país] tem muito a aprender com o outro".

Segundo Tolmasquim, um dos desafios das próximas décadas, tanto para o Brasil como para a China, é atender a demanda crescente de energia, preservando o meio ambiente. "Os países emergentes vão demandar mais energia. A gente tem que achar maneiras de crescer consumindo menos e emitindo menos (gases poluentes). Isso é possível, porque a gente pode desenvolver usando novas tecnologias disponíveis."

Outra área em que há possibilidades para o intercâmbio entre o Brasil e China é a produção de biocombustíveis. Segundo o diretor da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, está em processo de montagem na instituição uma usina de fabricação de biodiesel, usando uma nova tecnologia, desenvolvida na China, que poderá ser vantajosa para o Brasil.

Pinguelli disse que a usina terá caráter experimental e vai produzir biodiesel usando enzimas, em um processo diferente do que é adotado hoje no país. A usina entrará em funcionamento neste semestre.

NOTICIA - TV RECEITA LANÇA SÉRIE DE VÍDEOS COM ORIENTAÇÕES SOBRE A DECLARAÇÃO DO IR 2015 - Fonte: RECEITA FEDERAL

Principais dúvidas dos contribuintes são explicadas de forma didática A Receita Federal divulgou no dia 17/3, no canal da TV Receita no y...