sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Noticia - Concorrência chinesa gera perdas para empresas brasileiras no mercado interno e externo - Agência Brasil/Comexdata.

Quase a metade das empresas brasileiras que concorrem com a China perdeu participação no mercado interno, informou ontem (3) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a pesquisa inédita Sondagem Especial, a perda atinge 45% dessas empresas, sendo que, no mercado doméstico, 28% das indústrias brasileiras concorrem com produtos chineses.

No mercado internacional, 67% das empresas brasileiras perderam participação e 4% deixaram de vender seus produtos devido à concorrência com os produtos chineses.

No mercado interno, as empresas de pequeno porte, quando expostas à concorrência, perdem mais clientes para a China do que as empresas de maior porte, informou a CNI. Enquanto 24% das pequenas empresas concorrem com os produtos chineses no mercado interno, o percentual sobe para 32% entre as médias e 41% entre as de grande porte.

Na avaliação da CNI, as grandes empresas têm capacidade de enfrentar a concorrência porque têm mais condições de investir em pesquisas de inovação e desenvolver novos produtos. A pesquisa mostra que 50% definiram estratégias para enfrentar a competição com os produtos chineses com investimentos em qualidade e design de produtos, com redução nos custos da produção.

"Quando perdemos mercado para produtos importados, no caso, chineses, nós geramos menos produção, menos emprego, menos salário, cai a arrecadação de impostos, compra-se menos de fornecedores doméstico e circula menos mercadoria, com reflexos nos setores de transporte e serviços", destacou o economista da CNI, Flávio Castelo Branco.

A presença dos produtos chineses é maior em seis setores industrias: material eletrônico e de comunicação; têxtil; equipamentos hospitalares e de precisão; indústrias diversas; calçados e máquinas e equipamentos. Só nos setores de metal, couros, calçados e têxtil, mais da metade das empresas brasileiras que concorrem com produtos chineses perderam participação de vendas no mercado interno. Houve ainda o aumento da produção de insumos chineses utilizados na confecção de produtos brasileiros.

"A importação de matéria-prima da China também dobrou desde 2006. [Houve] um forte crescimento de produtos intermediários que entraram na cadeia produtiva brasileira. Esse processo deve se intensificar nos próximos anos", afirmou Castelo Branco.

O economista enfatizou ainda a necessidade de o Brasil ser mais enérgico na política de defesa comercial, não permitindo artifícios como a entrada de produtos com preços que não correspondem aos custo de produção, por exemplo, uma das grandes queixas dos empresários brasileiros contra a China.

Para Castelo Branco, é importante mais rigor por parte da aduana brasileira para corrigir possíveis desvios nesse sentido. "Talvez, o nosso sistema de defesa comercial não esteja aparelhado para essa dimensão da maior competição aqui no nosso mercado doméstico." Ele também criticou a estrutura tributária brasileira, porque onera os investimentos.

A pesquisa da CNI foi realizada com 1.529 empresas, sendo 904 pequenas, 424 médias e 201 grandes. A coleta de dados foi realizada entre os dias 4 e 19 de outubro.

Noticia - União Europeia e América Latina fecham acordo para encerrar a guerra das bananas - Agência Brasil/Comexdata.

O Parlamento Europeu aprovou ontem (3), em Bruxelas, a ratificação do acordo sobre o comércio de bananas entre a União Europeia (UE) e países da América Latina, entre eles o Brasil. O acordo encerra a chamada guerra das bananas, uma disputa que durou 16 anos. Pelo acordo, até 2017 haverá uma redução gradual de 35% dos tributos europeus cobrados sobre a banana latina. Em contrapartida, os países produtores suspenderão algumas ações na Organização Mundial do Comércio (OMC).

De cada quatro bananas consumidas pelos europeus, três foram exportadas por países latino-americanos. Em 2009, a União Europeia, um grupo de países da América Latina e os Estados Unidos fecharam um acordo sobre os direitos aduaneiros para a importação da fruta. A base do texto se refere ao tratamento preferencial dado pela UE à importação de bananas dos países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP), em detrimento das bananas provenientes da América Latina.

Nos termos do acordo hoje aprovado pelos eurodeputados, a UE vai, ao longo de sete anos, reduzir gradualmente os impostos que incidem sobre importações de banana da América Latina dos atuais 176 euros por tonelada para 114 euros por tonelada até 2017.

Noticia - Rio de Janeiro recupera posição de terceiro maior exportador do país - Agência Brasil/Comexdata.

As exportações fluminenses cresceram 48% em 2010 em comparação ao ano anterior, com o recorde de US$ 20 bilhões. O resultado superou a alta de 32% das exportações nacionais registrada no ano passado frente a 2009, de acordo com o boletim Rio Exporta, divulgado ontem (3) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Com isso, o estado do Rio recuperou a terceira posição no ranking nacional de unidades exportadoras, que havia sido perdida para o Rio Grande do Sul em 2009, participando com 9,9% do total embarcado pelo país. Os maiores exportadores continuam sendo São Paulo e Minas Gerais.

"Contribuímos com mais de 16% do saldo comercial brasileiro diante de exportações que crescem de forma bastante acelerada no estado do Rio de Janeiro em relação ao Brasil", disse à Agência Brasil o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês.

Segundo o economista, o crescimento das exportações já era esperado, tendo em vista o desempenho registrado ao longo do ano. Contribuiu para o resultado a entrada em funcionamento da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), cuja produção é voltada integralmente para o mercado internacional. "Isso beneficiou o estado do Rio de Janeiro em termos de exportações de manufaturados e continuará beneficiando. Podemos prever aí a indústria metalúrgica com recordes de exportações nos próximos anos", afirmou Mercês.
O boletim revela que 16 dos 23 segmentos pesquisados mostraram aumento nas vendas ao exterior, liderados pela indústria do petróleo. As exportações da indústria extrativa mineral evoluíram 64,9%, atingindo US$ 14,9 bilhões. O segundo maior aumento nas exportações foi detectado na indústria automobilística (59%).

Mercês acredita que o ano de 2011 será melhor ainda que 2010. "Esperamos uma performance até melhor em 2011, principalmente pela entrada em ação da siderúrgica e de novas plataformas de petróleo que vão estar operando nesse ano. Portanto, em 2011, as perspectivas são mais favoráveis do que em 2010", assegurou. A exploração de petróleo na camada do pré-sal terá papel decisivo nas exportações, estimou.

O boletim Rio Exporta informa que a China suplantou os Estados Unidos como principal destino das exportações fluminenses. "Nessa nova dinâmica mundial pós-crise, os [países] emergentes passaram a ser os grandes vetores do crescimento. E a China é o grande destaque deles. Não só a China, como os [países] asiáticos foram os principais propulsores das exportações fluminenses, apesar de os Estados Unidos se manterem na primazia das importações", disse.

As importações feitas pelo estado do Rio também mostraram recorde no ano passado de US$ 16,7 bilhões, subindo 43% frente ao ano anterior. Todos os segmentos industriais ampliaram as compras no exterior, à exceção do fumageiro (fumo). O segmento de bens de capital, que inclui máquinas e equipamentos, apresentou a maior variação positiva (63%). De acordo com a Firjan, o incremento das importações de bens de capital sinaliza o aumento da capacidade produtiva do estado.

Legislação - Circular CAMEX nº 6/2011 - Metacrilato de metila - Importações da Alemanha, Espanha, França e Reino Unido - Dumping específico - Preços de referência.

A Circular SECEX nº 6/2011 estabeleceu para o trimestre de fevereiro-março-abril/2011 o preço de referência em US$ 2.606,00/t para aplicação dos direitos antidumping específicos nas importações de metacrilato de metila (MMA), classificado no código NCM 2916.14.10, originárias da Alemanha, da Espanha, da França e do Reino Unido, nos termos da Resolução CAMEX nº 17/2007.

Esta Circular entra em vigor na data de sua publicação, ocorrida em 4 de fevereiro de 2011.

Noticia - EUA buscam apoio do Brasil contra controle de commodities - DCI/Aduaneiras.

Os Estados Unidos querem formar uma frente com o Brasil contra a proposta do presidente da França, Nicholas Sarkozy, de controle do aumento de preços das commodities agrícolas. Esse será um dos temas da reunião do G-20, grupo das maiores economias desenvolvidas e emergentes, entre os dias 17 e 19 em Paris. A aliança entre os maiores produtores de alimentos será proposta pelo secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, à presidente Dilma Rousseff na visita que ele fará ao Brasil segunda-feira.

Noticia - Preços de commodities subiram 4,05% em janeiro, mostra índice do BC - Agência Brasil/Comexdata.

O Índice de Commodities Brasil (IC-Br), divulgado ontem (2) pelo Banco Central (BC), registrou alta de 4,05% em janeiro deste ano, na comparação com dezembro de 2010. Esse índice mede a variação, no país, dos preços dos produtos básicos cotados internacionalmente (commodities). No acumulado de 12 meses encerrados em janeiro, o índice apresentou alta de 33,55%.

No mês passado, o maior aumento ocorreu no segmento agropecuário (formado por carne de boi, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café e carne de porco), que registrou alta de 4,44%. No segmento de metais (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel), o índice registrou aumento de 3,52%. No caso da energia (petróleo, gás natural e carvão), a alta foi de 3,40% em janeiro.

Na comparação com o índice CRB (Commodity Research Bureau), que apura o desempenho das commodities no mercado internacional, a alta do índice brasileiro foi menor em janeiro na comparação com dezembro. O índice CRB ficou em 4,82%. Em 12 meses encerrados no mês passado, entretanto, a alta do IC-Br (33,55%) foi maior do que a do CRB (17,92%).

Noticia - Saldo da entrada e saída de dólares do país em janeiro até dia 28 é de US$ 12,371 bilhões - Agência Brasil/Comexdata.

O saldo da entrada e saída de dólares do país, fluxo cambial, ficou positivo em US$ 12,371 bilhões, em janeiro até a sexta-feira passada (28), segundo informações divulgadas ontem (2) pelo Banco Central (BC). Esse é o maior resultado desde setembro do ano passado (US$ 13,726 bilhões), quando houve entrada de dólares no país com a capitalização da Petrobras. Os dados completos do fluxo cambial de janeiro, com o saldo do dia 31, serão divulgados na próxima quarta-feira (9).

A forte entrada de recursos no país veio, em maior parte, do segmento financeiro (registro de investimentos em títulos, ações, remessas de lucros e dividendos ao exterior, entre outras operações), que registrou saldo positivo de US$ 11,622 bilhões.

Em janeiro, até o dia 28, o fluxo comercial (operações de exportações e importações) apresentou saldo positivo em US$ 750 milhões.

O BC também informou hoje que as compras de dólares pela autoridade monetária no mercado à vista elevaram as reservas internacionais em US$ 7,286 bilhões, em janeiro até o dia 28.

NOTICIA - TV RECEITA LANÇA SÉRIE DE VÍDEOS COM ORIENTAÇÕES SOBRE A DECLARAÇÃO DO IR 2015 - Fonte: RECEITA FEDERAL

Principais dúvidas dos contribuintes são explicadas de forma didática A Receita Federal divulgou no dia 17/3, no canal da TV Receita no y...