sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Noticias - Ritmo de crescimento da indústria deve se manter baixo no início de 2011, diz CNI - Agência Brasil/Comexdata.

O ritmo de crescimento da indústria caiu no fim do ano e deve se manter nesse nível no início de 2011 por causa das medidas adotados pelo governo para frear o consumo e conter a alta inflacionária. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produção, que cresceu de forma moderada em outubro e novembro, recuou em dezembro com o indicador em 44,7 pontos ante os 52,7 pontos de novembro. O indicador varia de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam crescimento.

Essa é a segunda vez, em 2010, que o índice relativo à produção indicou expectativa de queda, ou seja, ficou abaixo de 50. Em janeiro de 2010, atingiu 49,2 pontos.

"Quando a gente coloca a expectativa de maior aperto monetário, provavelmente, isso vai reduzir ainda mais esse ritmo de crescimento. A interpretação que nós temos dos dados é que teremos um primeiro trimestre ainda mais fraco, em termos de crescimento da indústria", disse o economista da CNI, Renato da Fonseca.

Segundo ele, a concorrência de importados e a redução do crédito na economia irão contribuir para manter a dificuldade de exportações.

De acordo com os dados da CNI, em dezembro, o número de empregados na indústria registrou crescimento pelo sexto trimestre consecutivo com o indicador situando-se em 52,2 pontos, mas foi o menor no período. Na avaliação da CNI, o resultado também indica redução no ritmo de crescimento do número de empregados na comparação com os trimestres anteriores.

A CNI destacou ainda que a utilização da capacidade instalada também registrou queda, com 48,2 pontos. Já os estoques em dezembro ficaram sob o nível planejado pela indústria, em 50,1 pontos. Na avaliação da confederação não houve excesso nem falta de estoques.

Por setor, a queda na produção em dezembro atingiu a indústria extrativa e a atividade de transformação. Segundo a confederação, em 20 dos 26 setores considerados, o índice de evolução da produção ficou abaixo da linha divisória de 50 pontos. Entre os setores mais fortemente atingidos, em dezembro, estão calçados, têxteis, indústrias diversas, metalurgia básica e madeira.

Para Renato da Fonseca, o ritmo só será recuperado com mudanças na política monetária do governo e no cenário externo, que cresce de maneira fraca há vários meses. "A mudança que pode ocorrer é na política monetária. Se não for tão forte como se chegou a anunciar é possível que se possa crescer a um ritmo mais moderado no segundo e terceiro trimestres", afirmou.

Noticia - Brasil IT+ busca oportunidades de negócios na Distributech - Portal Apex Brasil/Comexdata.

Em mais uma iniciativa da SOFTEX , uma missão comercial brasileira de empresas desenvolvedoras de soluções de TI para a área de Energia estará participando, entre os dias 1° e 3 de fevereiro em San Diego, na Califórnia, da 21ª edição da Distributech, evento que reúne as principais companhias fornecedoras de serviços nos segmentos de Geração, Transmissão e Distribuição de energia. A participação das companhias nacionais na Distributech ocorre no âmbito do Projeto Brazil IT (PSI-SW), Programa Setorial Integrado para Exportação de Software (PSI-SW), projeto de internacionalização competitiva gerenciado pela SOFTEX e apoiado técnica e financeiramente pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e pelo MCT/Finep.

"A mostra tem um imenso potencial gerador de novos negócios, pois a maioria de seus 6.600 visitantes está diretamente envolvida no processo decisório de compras de suas organizações. Este é o quarto ano em que o País, sob a marca Brasil IT+, que representa a indústria de TI nacional, está presente à Distributech e a nossa expectativa é de que sejam gerados pelo menos 50 contatos de negócios nesse que é um dos mais importantes mercados mundiais", detalha Paulo Hanriot, consultor da SOFTEX.

A delegação é integrada pelas mineiras Concert, Nansen, Axxiom, Senergy e CEMIG; pela catarinense WAY2; pela cearense FAE Tecnologia; pela paulistana Treetech e pela carioca Choice. O portfólio brasileiro a ser apresentado nos Estados Unidos inclui de soluções aplicadas à gestão de energia até ferramentas para cadastro e acompanhamento dos contratos de compra e venda de energia, planejamento de mercado, fraudes, passando por soluções de medição de energia para o gerenciamento do consumo e combate às perdas comerciais de grandes indústrias e das concessionárias.

MLP Assessoria de Imprensa
Mário Pereira (MTB. 11.549) - mario@mlpcom.com.br
Karen Kornilovicz ( MTB. 25.744) - karen@mlpcom.com.br

Noticia - Missão brasileira discute exportação de carne suína para o Japão - Agência Brasil/Comexdata.

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, tem reunião hoje (28) com  integrantes do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão. No encontro, ele deve apresentar proposta de roteiro para a vinda de missão japonesa ao Brasil, no primeiro trimestre deste ano, a fim de visitar indústrias de carne suína.

O Japão é o maior importador mundial do produto e representa um mercado de US$ 4 bilhões por ano. Uma missão do governo brasileiro visita desde o começo da semana a China e o Japão para ampliar o mercado de carne de aves e de suínos aos dois países.

A China é o país que mais compra produtos agrícolas do Brasil. Em 2010, as exportações do agronegócio para o país asiático renderam US$ 11 bilhões. Para o Japão, o total exportado alcançou US$ 2,4 bilhões, o que equivale a 32,6% a mais que em 2009, com US$ 1,8 bilhão.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Noticia - PATRIOTA CONFIA EM AVANÇOS NAS NEGOCIAÇÕES COM A UNIÃO EUROPEIA - Agência Brasil/Aduaneiras.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que será possível avançar de forma positiva nas negociações entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Elas ocorrem no momento em que o bloco classifica como "inaceitável" a abertura do mercado europeu para os produtos agrícolas sul-americanos. Para os europeus, a abertura do mercado é uma ameça à agricultura local.

Ontem (26) Patriota se reuniu, em Bruxelas na Bélgica, com a alta representante da União Europeia, Catherine Ashton, e com os presidentes do Conselho e da Comissão Europeia, Herman Van Rompuy e José Manuel Durão Barroso.

"Senti um compromisso político do mais alto nível por parte da UE na direção de concluir (as negociações) de maneira satisfatória durante este exercício", afirmou o ministro, na sua primeira viagem à Europa.

A reunião, segundo o chanceler, serviu para preparar os temas que constarão da agenda da cúpula Brasil-UE, que deverá ser realizada em outubro na capital belga. De acordo com o chanceler, a presidenta Dilma Rousseff deve participar dessa reunião.

Ontem, a Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu aprovou resolução na qual qualifica de "inaceitáveis" as negociações sobre o acordo entre o Mercosul e a UE pelos riscos de ameaça à agricultura europeia.

Noticia - Cenário de incerteza "acima do usual" na economia pode trazer impactos na inflação, diz Copom - Agência Brasil/Comexdata.

O Comitê de Política Monetária (Copom), formado por integrantes do Banco Central, reconhece a existência de nível de incerteza "acima do usual" na economia brasileira com impactos sobre a inflação. São riscos crescentes à "concretização de um cenário em que a inflação convirja para a meta estabelecida pelo governo". A avaliação está na ata da última reunião do comitê realizada na semana passada, quando os juros básicos da economia foram elevados de 10,75% para 11,25% ao ano.
                       
A atual meta de inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 4,5%, podendo variar dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Na última segunda-feira (24), o Banco Central informou que analistas do mercado financeiro e investidores já estimam inflação de 5,53% em 2011.

Para os técnicos do Banco Central, as medidas adotados pelo governo para frear o consumo e conter a alta inflacionária, embora sejam um "instrumento rápido e potente para conter pressões localizadas de demanda, ainda terão seus efeitos incorporados à dinâmica dos preços".

"Embora as incertezas que cercam o cenário global e, em menor escala, o doméstico, não permitam identificar com clareza o grau de perenidade de pressões recentes, o comitê avalia que o cenário prospectivo para a inflação evoluiu desfavoravelmente", registra a ata.

Um das preocupações do comitê continua sendo a inflação dos alimentos que, segundo os técnicos, teve sua dinâmica fortemente influenciada pelo "choques de oferta domésticos e externos". O outro impacto negativo é decorrente das condições climáticas extremamente adversas verificadas neste início de ano em algumas regiões do Brasil. "A despeito de atribuir probabilidade significativa à hipótese de que, ao menos em parte, esse processo seja revertido no decorrer do ano".

O comitê avaliou ainda como relevantes os riscos derivados da persistência do descompasso entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda na economia brasileira, além da escassez da mão de obra provocada pelo crescimento da economia. "Note-se, também, a estreita margem de ociosidade dos fatores de produção, especialmente, de mão de obra. Em tais circunstâncias, um risco importante reside na possibilidade de concessão de aumentos nominais de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade".

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Noticia - Nova equipe quer substituir compras "desnecessárias" | Valor Online


Para melhorar o saldo comercial e proteger a indústria local, o governo vai ampliar as medidas de defesa comercial. Esse foi o recado dado ontem pelos novos secretários do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), em café da manhã com a imprensa. O novo secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Emílio Garófalo, disse que o objetivo é "substituir importações desnecessárias".

"[Vamos] defender produtos que podem ser fabricados no Brasil de maneira adequada", afirmou Garófalo. O secretário explicou que as medidas de proteção serão tomadas contra produtos importados que ferem a competição legal e justa no país. São exemplos produtos que são vendidos ao Brasil por um preço abaixo dos de mercado, casos em que cabem medidas antidumping. 

De acordo com o novo titular da Camex, o governo vai acelerar as investigações e ampliar a quantidade de medidas antidumping. "Vamos fazer mais do mesmo, com mais velocidade e mais intensidade", concluiu.

O aumento da competitividade da indústria nacional também está no radar da nova equipe do Mdic. Para isso, serão tomadas medidas de desoneração da folha de pagamentos e uma nova fase política industrial está sendo desenvolvida. Segundo a nova secretaria de Desenvolvimento da Produção, Heloísa Menezes, a política industrial terá ações para toda a indústria, como incentivo a inovação, desonerações e nova regulação.


Alguns setores serão agraciados com ações específicas. "Temos que olhar os setores com maior alavancagem. Mas não serão só quatro setores [beneficiados]. Não estamos adotando a política de eleger vencedores. Será algo mais amplo", disse a nova secretária.

Na segunda-feira foram nomeados a nova titular da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Tatiana Lacerda Prazeres, e o novo secretário-executivo do Conselho Nacional de Zonas de Processamento de Exportações (CZPE), Gustavo Saboia Fontenele e Silva.

Tatiana Prazeres é servidora pública da carreira de analista de comércio exterior e, além de atuar no Mdic, trabalhou como gerente e coordenadora da área internacional da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Ela assume no lugar de Welber Oliveira Barral. 

Fontenele e Silva é analista de comércio exterior e trabalha com o tema das ZPEs desde 2001. Ele já foi chefe de gabinete da Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e assume no lugar de Luiz Raimundo de Souza Fernandes

Noticia - Produto importado ficou 8% mais barato | Valor Online


A combinação de um mercado aquecido com uma superoferta mundial de produtos fez o Brasil aumentar o volume de importações pagando menos pelos produtos desembarcados. No ano passado o país importou um volume total 13,9% maior que o de 2008, mas o preço médio dos desembarques caiu 8% no mesmo período. Os dados são da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). Em 2010 as importações somaram US$ 181,6 bilhões, o que significa elevação de 5% em relação a 2008. 

Com participação de 46,2% na pauta de importação, os bens intermediários puxaram para baixo a queda de preço. O volume dos desembarques dessa categoria aumentou em 6,8%, enquanto os preços ficaram 5,9% mais baixos. Em razão da demanda aquecida no mercado doméstico, algumas categorias chegaram a apresentar aumento de preço médio de importação no período. Essas elevações, porém, foram muito pequenas na comparação com o aumento de volume. 

As importações de bens de consumo duráveis, por exemplo, cresceram 46,9% em volume. O avanço do preço médio do desembarque, porém, foi de apenas 3,1%. "O aumento não chegou nem a repor a inflação. O mais natural seria que os preços das importações subissem mais em função da demanda do mercado interno. Isso só não aconteceu porque o Brasil surgiu como um dos mercados para os quais todo o mundo quer vender", diz José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). 

"Com superoferta de produtos, os importadores brasileiros puderam comprar volumes maiores e negociar preços melhores", acrescenta Castro. Segundo ele, a evolução de volume e preço indica que até fornecedores mais tradicionais, incluindo os chineses, provavelmente reduziram seus preços para não perder mercado. Mesmo para o exportador chinês, que contou com a valorização do yuan frente ao dólar, isso pode ter significado abrir mão de um pedaço do lucro.

"Até 2008, a evolução dos preços das importações refletiu a expansão do mercado internacional", acredita Lia Valls, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 2009, lembra, o efeito da crise financeira quebrou o ritmo de crescimento. No ano passado, criou-se uma pressão pela compra de bens pelos países emergentes, que apresentaram crescimento forte ao mesmo tempo em que havia recuperação mais lenta dos países desenvolvidos. Essa pressão, diz Lia, ajuda a explicar o contraste no comportamento de volumes e preços dos desembarques.

Fernando Ribeiro, economista-chefe da Funcex, lembra que o ritmo de crescimento do volume das importações seguiu a tendência que já havia surgido no período pré-crise. "Houve uma interrupção temporária em 2009, mas existia uma evolução forte na quantidade importada em todas as categorias, sendo mais acentuada em bens de consumo duráveis e em bens de capital."

Segundo os dados da Funcex, no ano passado o Brasil importou mais que o triplo do que havia desembarcado em quantidade de bens de consumo não duráveis em 2006. Ribeiro explica que o crescimento nos desembarques desses bens pode ser explicado em parte pela baixa base de comparação, principalmente em 2002 e 2003. "Essa importação é muito sensível ao câmbio e à demanda doméstica, que tem crescido mais rapidamente que a capacidade produtiva e transbordado para as importações." Com os bens de capital, avalia Ribeiro, o fenômeno é parecido. "Os investimentos estão altos e parte disso está sendo direcionada para fora, com importação de bens de capital", acrescenta. Em 2010 a quantidade desembarcada de bens de capital aumentou 23,4% enquanto os preços médios de categoria tiveram queda de 3%, sempre em relação a 2008 (porque a crise transformou 2009 em um ano atípico).

Para Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de política econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os dados mostram a forte penetração dos importados no consumo interno, com perda da indústria nacional. Segundo ele, o cenário deve permanecer em 2011 caso não haja mudanças. "O câmbio continua com valorização do real, apesar das tentativas de contenção do governo e do Banco Central, e temos muitas distorções competitivas." Além do câmbio favorável, o excesso de oferta de produtos industrializados no mercado internacional propicia estabilidade ou queda de preços na importação desse produto, diz Ribeiro. É o contrário do que vem acontecendo com as commodities que, com demanda forte, têm os preços pressionados para cima. "É isso que tem permitido ao Brasil comprar mais barato e vender mais caro", analisa Ribeiro.

Ao contrário das importações, as exportações brasileiras totais caíram em termos de volume e apresentaram aumento de preço. A queda na quantidade exportada foi de 2,2% em 2010 na comparação com 2008. No mesmo período houve aumento de 4,4% no preço médio das vendas ao exterior. No ano passado, as exportações somaram US$ 201,9 bilhões, com aumento de 2% em relação a 2008. Os básicos, que incluem as commodities, foram os que tiveram o melhor desempenho, com crescimento de 14,5% em volume e 7,5% de elevação no preço médio. As vendas de manufaturados ao exterior, ao contrário, perderam 16% em volume e tiveram aumento de preços de apenas 2,1%. 

Ribeiro não acredita que o cenário do comércio exterior mude num período curto. Para ele, a grande diferença acontecerá em função do mercado interno. Ele lembra que até mesmo medidas para aumento de competitividade têm efeito relativo com crescimento interno elevado. Hoje, a indústria nacional está com sua produção voltada ao consumo doméstico, sem estímulos à exportação. Ele exemplifica com o setor automobilístico. Em 2003 e 2004, lembra, o setor procurava exportar porque tinha 50% de capacidade ociosa. Hoje, as indústrias voltaram a ter sua produção sustentada por um mercado doméstico com demanda tão grande que tem propiciado uma importação maior de veículos. Para ele, é necessário um controle da demanda interna.

NOTICIA - TV RECEITA LANÇA SÉRIE DE VÍDEOS COM ORIENTAÇÕES SOBRE A DECLARAÇÃO DO IR 2015 - Fonte: RECEITA FEDERAL

Principais dúvidas dos contribuintes são explicadas de forma didática A Receita Federal divulgou no dia 17/3, no canal da TV Receita no y...