segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Noticia - Corrente de comércio da terceira semana de novembro é de US$ 7,199 bilhões (MDIC).

Com quatro dias úteis (15 a 21), a balança comercial da terceira semana de novembro teve saldo comercial negativo de US$ 663 milhões e média diária de menos US$ 165,8 milhões. No período em análise, as exportações brasileiras chegaram a US$ 3,268 bilhões, com média por dia útil de US$ 817 milhões, e as importações a US$ 3,931 bilhões, com média diária de US$ 982,8 milhões. Como consequencia, a corrente de comércio fechou a semana em US$ 7,199 bilhões (média diária de US$ 1,799 bilhão).

No acumulado do mês, o saldo comercial foi positivo em US$ 662 milhões (média diária de US$ 50,9 milhões). Considerando esse critério, o resultado é 45% menor que o registrado em outubro último (média diária de US$ 92,7 milhões) e 66,7% maior que o de novembro de 2009 (média diária de US$ 30,6 milhões). A corrente de comércio foi de US$ 23,554 bilhões, com média diária de US$ 1,811 bilhão.

No período, as exportações chegaram a US$ 12,108 bilhões, com média diária de US$ 931,4 milhões. Na comparação com o último mês, que teve média diária de US$ 919 milhões, o resultado foi positivo em 1,3%, enquanto cresceu 47,2% em relação ao mês de novembro do ano passado, que teve média de US$ 632,7 milhões nas exportações.

Também houve crescimento nas importações, que fecharam as três primeiras semanas de novembro em US$ 11,446 milhões e média diária de US$ 880,5 milhões. Considerando esse resultado médio diário, as importações cresceram 6,5% em relação a outubro deste ano (média diária de US$ 826,4 milhões) e 46,2% na comparação com novembro de 2009 (média diária de US$ 602,1 milhões).

Ano

No acumulado do ano (221 dias úteis), o superávit foi de US$ 15,283 bilhões, com resultado médio diário de US$ 69,2 milhões. Na comparação pela média diária, o número foi 32,8% menor que o registrado no mesmo período do ano passado (222 dias úteis), que teve média diária de US$ 103 milhões.

Nas exportações, o resultado do ano foi de US$ 175,417 bilhões, com média diária de US$ 793,7 milhões, enquanto nas importações foi de US$ 160,134 bilhões e média de US$ 724,6 milhões por dia útil. A corrente de comércio foi de US$ 335,551 bilhões, com média diária de US$ 1,518 bilhão.

Em relação ao mesmo período do ano passado, que teve média diária de US$ 606,6 milhões nas exportações e de US$ 503,6 milhões nas importações, houve aumento nas duas operações. Na comparação pela média diária, as exportações cresceram 30,8% e as importações, 43,9%.
                                                                                                                                                                Às 15h, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgará os números completos da balança comercial da terceira semana de novembro.

Clique aqui e veja os números preliminares.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
Juliana Ribeiro
juliana.ribeiro@mdic.gov.br


Noticia - Incoterms 2010 para 2011 (Portal do Exportador).

Há alguns poucos meses, informamos que o Incoterms 2010 estava em gestação em Paris. Inclusive aqui, já que o Comitê Brasileiro tinha representantes. Desta vez o Brasil participou da revisão. Uma equipe pequena, com apenas dois representantes, em que fomos a outra metade. Nossa equipe ajudou a fazer um bom trabalho.

Como praticamente todo mundo sabe, a revisão ficou pronta, aprovada, e após ajustes foi publicada em setembro/10. Entra em vigor em 01/01/11. O Comitê Brasileiro já providenciou a sua importação para colocação à venda no Brasil. Segundo informado, desta vez a tradução para o português será feita, por determinação da CCI - Paris, em Portugal.

Ele ficou mais simplificado, considerando os termos disponíveis. Agora são apenas 11 termos. Desapareceram quatro dos cinco termos do grupo "D" do Incoterms 2000 e entraram dois novos.

Deixam de existir os termos DAF, DES, DEQ e DDU. O primeiro some também por nossa sugestão. E vai tarde, pois em nossa opinião de nada servia. Aliás, ele nem sequer representava o grupo "D", de entrega. Na realidade ficaria melhor como pertencente ao grupo "F", com nome de FAF (Free at Frontier). O próprio preâmbulo do DAF no Incoterms 2000 reza: "Delivered at Frontier means that the seller delivers when the goods are placed at the disposal of the buyer? at the named point and place at the frontier, but before the customs border of the adjoining country". Se é antes da dívida alfandegária do país adjacente, então não é grupo de entrega, mas grupo "F", semelhante ao FCA (Free Carrier)".

Entram em seus lugares dois novos termos, muito mais claros e objetivos. O DAT (Delivered at Terminal), em que a mercadoria deve ser entregue num terminal, e DAP (Delivered at Place), em que a mercadoria é entregue num local que não seja um terminal. Assim, o grupo "D" passa a ser constituído de apenas três termos, em que os dois novos se juntam ao preservado DDP.

O DAT entra em substituição ao DEQ (Delivered Ex Quay), em que a mercadoria é entregue desembarcada do veículo transportador. O DAP entra substituindo os termos DAF, DES e DDU, em que a mercadoria é entregue colocada à disposição do comprador, pronta para ser desembarcada do veículo transportador. Ambas as colocações do próprio Incoterms 2010.

No DAT a mercadoria pode ser entregue num terminal portuário, nesse caso conforme o DEQ a quem substitui, ou num terminal fora do porto.

No DAP a mercadoria pode ser entregue no porto, ainda no navio, sem ser desembarcada, nesse caso conforme o seu antecessor DES. Ou em qualquer outro local, como o DAF e o DDU.

Esses dois novos termos, com certeza, facilitam as operações. Primeiro por serem mais claros e, prova disso, é o confuso DAF. Segundo, por agora termos menos termos, e mais abrangentes. E, em especial, pela sua transparência. DAT com entrega num terminal e DAP fora de um terminal, mesmo que dentro de um navio.

Outra mudança, muito boa e necessária, e que facilita a operação de entrega e o entendimento do instrumento, é com relação aos velhos e bons termos FOB, CFR e CIF. A entrega da mercadoria deixa de ser na amurada do navio (ship?s rail), ou seja, no espaço aéreo do navio, para ser entregue "a bordo (on board)".

Também é recomendado que o local ou porto de entrega seja nomeado e definido o mais precisamente possível. Um bom exemplo, conforme o próprio Incoterms 2010, é "FCA 38 Cours Albert 1er, Paris, France, Incoterms 2010". De forma a não deixar qualquer dúvida quanto ao preciso local da entrega.

Nos termos EXW, FCA, FAS, FOB, DAT, DAP e DDP, o local nomeado é o de entrega e onde ocorre a transferência do risco ao comprador. Nos termos CPT, CFR, CIP e CIF, o local nomeado difere do local de entrega. O local nomeado é aquele até onde o transporte é pago. O local de entrega, com transferência do risco, é aquele designado entre as partes, no país do vendedor.

Quanto aos modos de transporte, temos o grupo que pode ser usado com quaisquer deles e o grupo que pode ser empregado apenas no transporte aquaviário (marítimo, fluvial e lacustre). No primeiro grupo estão os termos EXW, FCA, CPT, CIP, DAT, DAP e DDP. No segundo grupo estão os termos FAS, FOB, CFR e CIF.

O Incoterms 2010 formalmente reconhece que pode ser utilizado para aplicação tanto nos contratos internacionais quanto nos domésticos. Com o uso no mercado interno fica mais fácil seu entendimento quando a empresa resolver vender sua mercadoria para fora do País, praticando o comércio exterior.

Cada Incoterm tem uma nota de orientação, que chamamos de preâmbulo. Estranhamente nesta atual revisão, diferente do Incoterms 2000, ela diz que este guia não faz parte do Incoterms 2010, mesmo estando nele, e que é apenas para orientação para escolha do termo adequado. Protestamos quanto a isso, em vão.

Fonte:
Samir Keedi
Professor, autor de vários livros em comércio exterior, transportes e logística, tradutor do Incoterms 2000, membro da CCI - Paris na revisão do Incoterms 2010

Noticia - Tempo perdido pelos navios nos portos subiu 20% este ano | Valor Online


Os navios de carga que escalam o Brasil esperaram o equivalente a 3 mil horas (ou 8,2 anos) para atracar nos portos nacionais entre janeiro e setembro, de acordo com levantamento realizado pelo Centro Nacional de Navegação (Centronave). Segundo a associação, o número é quase 20% superior ao registrado no mesmo período de 2009 e diz respeito à soma das horas que as embarcações dos armadores filiados à entidade aguardaram para atracar ou desatracar em 5 mil escalas realizadas. "Ao mesmo tempo em que é um indicador de que a economia está aquecida, demonstra que a infraestrutura não acompanha a velocidade desse crescimento. É um gargalo que exige investimentos urgentes", afirma o diretor executivo do Centronave, Elias Gedeon.

O porto de Santos sozinho respondeu por cerca de 50% do volume de paralisação no acumulado dos nove primeiros meses, calcula o dirigente. Não à toa: mesmo em 2009, sentindo os efeitos da crise, a movimentação no complexo cresceu 4,4% sobre 2008, fechando em 83,1 milhões de toneladas, e deve bater recorde neste exercício, com 95,5 milhões de toneladas. 

Em agosto, um dos meses mais congestionados do ano, 43,3% das embarcações que estiveram em Santos demoraram 72 horas ou mais para atracar, ante 25,7% do mesmo mês de 2009. Em igual intervalo de 2008, o percentual de espera de três ou mais dias foi de 29,3%. O custo diário de um navio com capacidade entre 4 mil e 5 mil Teus (contêiner de 20 pés) está em US$ 30 mil.

Por ser a origem e destino da maior quantidade das cargas do comércio brasileiro, respondendo por 25% da balança comercial, pular a escala no porto de Santos é o típico "crime que não compensa". Consequentemente, há um efeito em cascata. Rio Grande (RS), geralmente o último porto do serviço, é recordista em cancelamento de escalas, o que tende a diminuir com a recente expansão de um terminal de contêiner, diz Gedeon. 

A estimativa da associação, que reúne 30 armadores, é de que são necessários R$ 40 bilhões em investimentos em novos terminais, modernização dos existentes e obras de acesso aos portos em até cinco anos, para evitar o colapso.

Pelo levantamento do Centronave, entre 2001 e 2008 o volume de contêineres movimentados por Santos cresceu de 714 mil unidades (entre cofres de 20 e 40 pés) para 1,74 milhão de unidades, salto de 144%. Mas a capacidade disponível para movimentação e armazenagem aumentou apenas 49%. A oferta de cais, 6%.

O diretor de Planejamento Estratégico da Codesp (estatal que controla o porto de Santos), Renato Barco, destacou que a retomada do comércio exterior após a crise financeira, o crescimento significativo das importações e o contínuo aumento das exportações das commodities agrícolas influenciaram fortemente a movimentação. Mas ponderou que a capacidade instalada tem atendido a demanda atual. Para o médio e longo prazos, pontua: "Temos num cenário de até quatro anos a entrada em operação dos terminais da Embraport e da BTP, somando, a princípio, mais quatro berços de atracação, além do desenvolvimento de estudos para a implantação de terminais de passageiros, contêineres e líquido a granel", disse. Ainda segundo ele, a redução nos tempos de espera para atracação será garantida com a entrega da primeira etapa da dragagem de aprofundamento, a implantação do VTMIS (monitoramento virtual de navios) em 2011 e a remodelação do sistema rodoferroviário do porto. 

A Secretaria Especial de Portos (SEP), criada em 2007, destacou que o trabalho para sanar problemas como os tempos de espera tem sido feito. Segundo o secretário-executivo da pasta, Augusto Wagner Martins, o setor portuário conta com quase R$ 40 bilhões em investimentos, sendo R$ 7,8 bilhões de aportes públicos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cuja carteira de projetos contratados soma quase 60%.

"É um desafio enorme resgatar investimentos que durante muitos anos não foram feitos. Mas essa é a nossa missão, melhorar a eficiência dos portos. As obras estão em andamento, agora, são medidas que exigem tempo para amadurecer", conclui Martins.

Noticia - Argentina ameaça criar novas barreiras a produto brasileiro | Valor Online


A Argentina ameaça criar barreiras informais contra os produtos brasileiros, o que provocou uma crise diplomática entre os dois países, até agora mantida em sigilo. A ameaça foi transmitida, em tom agressivo, ao embaixador do Brasil em Buenos Aires, Ênio Cordeiro, pelo polêmico secretário de Comércio argentino, Guillermo Moreno, conhecido pelo estilo truculento com que lida com empresários e funcionários do governo local. 

Na semana passada, a ameaça foi motivo de queixa do governo brasileiro, em reunião do secretário-geral de Relações Exteriores, Antônio Patriota, e o vice-ministro de Relações Exteriores argentino, Alberto Pedro D'Alotto.

A disposição de criar entraves à entrada de produtos brasileiros foi anunciada por Moreno a Cordeiro no dia 5 de novembro, em reunião no Ministério da Economia argentino, em Buenos Aires, com a presença do titular da pasta, Amado Boudou.

O pretexto foi a importação, por argentinos, de tubos de metal do Brasil, a preços mais baixos do que os encontrados no mercado brasileiro. Moreno disse ao embaixador brasileiro que os argentinos não admitem ser alvo de dumping e que o governo prepara "contramedidas" eficientes e não ortodoxas para deter, em breve, importações de produtos do Brasil.

Moreno é especialista em heterodoxias. Responsável pelo controle de preços no país, e, ao mesmo tempo, por iniciativas para dar fôlego à combalida indústria argentina, é ele quem controla, na prática, o Indec, o instituto de estatísticas argentino, hoje acusado de mascarar a real inflação no país vizinho.

Foi ele também quem, em maio, expediu uma ordem informal às grandes cadeias de comércio na Argentina, ameaçando de represálias quem comprasse produtos alimentícios estrangeiros concorrentes dos produtores locais, como o presunto europeu ou o chocolate brasileiro. A ameaça, naquela ocasião, levou o governo brasileiro a cobrar explicações da presidente Cristina Kirchner, que desautorizou o auxiliar.

A ação do secretário, que só formalmente é subordinado ao ministro da Economia, acontece em um momento delicado no governo argentino, quando ainda é um enigma a recomposição das forças políticas após a morte do ex-presidente Néstor Kirchner, que levou Moreno ao governo e lhe dava sustentação.

Uma das motivações para os impulsos protecionistas no país é o crescente superávit do Brasil no comércio bilateral, apesar da desvantagem brasileira com o real valorizado em relação ao dólar e ao peso argentino. Entre janeiro e outubro, as vendas do Brasil ao país vizinho foram US$ 2,9 bilhões superiores às compras feitas pelos brasileiros aos exportadores argentinos, e não há dúvidas de que esse superávit ultrapassará U$ 3 bilhões neste ano.

Nos dez primeiros meses do ano, o aumento nas exportações brasileiras à Argentina foi de 54%, o maior crescimento entre os principais sócios do Brasil. As importações cresceram pouco mais de 30%, um desempenho razoável para as vendas da Argentina - o Brasil é um de seus principais clientes -, mas uma das menores variações entre os principais fornecedores do mercado brasileiro. As vendas brasileiras de produtos básicos aos argentinos, principalmente as de minério de ferro e carnes suínas, cresceram impressionantes 210% até outubro, comparadas com os primeiros dez meses do ano passado. O crescimento em semimanufaturados, como produtos de ferro e aço, ultrapassou 120%.

Mais de 40% do comércio bilateral é ligado ao setor automotivo. Partes e peças, como motores, e equipamentos agrícolas, como tratores e ceifadeiras, foram os principais responsáveis pelo grande aumento nas vendas brasileiras à Argentina entre janeiro a outubro. Essa característica da balança comercial dos dois maiores sócios do Mercosul foi lembrada por autoridades brasileiras ao vice-ministro D'Alloto e outros funcionários graduados do governo argentino. Mais da metade do superávit do Brasil com a Argentina vem do comércio automotivo, em que o Brasil vende autopeças aos argentinos e eles exportam automóveis ao Brasil, lembra uma autoridade brasileira.

Esse comércio sustenta boa parte, cerca de 60%, dos 80 mil empregos do setor automotivo argentino, argumentam os brasileiros. Como resposta aos esforços explícitos de intimidação de Moreno, os brasileiros lembraram aos argentinos que marcas de automóvel, como o Hilux, da Toyota, uma das estrelas da exportação argentina, têm, na Argentina, preços inferiores aos encontrados no Brasil, por motivos de mercado - que, como no caso de mercadorias brasileiras vendidas à Argentina, não podem ser atribuídos a dumping. O Hilux já foi alvo de investigação no Brasil, por suspeita de não cumprir com os requisitos de "conteúdo nacional" - os argumentos dos argentinos foram aceitos, na época. 

Autoridades brasileiras, conversando reservadamente sobre as ameaças de retenção de produtos brasileiros nas alfândegas argentinas, atribuem a ação de Moreno ao incômodo com o crescimento do superávit, mas lembram que, até agora, não houve nenhuma medida concreta por parte do governo argentino.

Há uma disposição de minimizar o episódio publicamente, em consideração pelas incertezas políticas e econômicas no país vizinho. Mas um indício da importância dada ao problema foi sua inclusão na agenda de Patriota e D'Alotto, na semana passada, em uma reunião que se destinava a discutir planos de cooperação e integração, como a usina hidrelétrica de Garabi e a cooperação macroeconômica.

O tema poderá entrar também nas conversas que o presidente Luíz Inácio Lula da Silva terá, nos próximos dias, com Cristina Kirchner. Os presidentes devem ter breve contato na reunião da Unasul, na Guiana, no fim desta semana, e, em dezembro, na reunião semestral do Mercosul.

D'Alotto limitou-se a anotar a queixa brasileira, mas já está certo que a ameaça de Moreno constará da pauta da comissão de monitoramento de comércio bilateral, no fim deste mês - que deveria ser realizada em Buenos Aires mas, excepcionalmente, será feita no Brasil, em lugar distante do gabinete do polêmico secretário argentino.

Noticia - Argentina ameaça Brasil com mais protecionismo | Valor Online


Irritado com o que qualifica de dumping de empresas brasileiras e desconfortável com o crescente superávit comercial do Brasil, o governo argentino ameaça criar barreiras informais contra os produtos do país. A ameaça provocou uma crise diplomática entre as duas nações, que até agora foi mantida em sigilo. Ela foi transmitida, em tom agressivo, ao embaixador do Brasil em Buenos Aires, Ênio Cordeiro, pelo polêmico secretário de Comércio argentino, Guillermo Moreno, conhecido pelo estilo truculento com que trata empresários e funcionários do governo local.

Na semana passada, a intimidação foi motivo de queixa do governo brasileiro, em reunião do secretário-geral de Relações Exteriores, Antônio Patriota, com o vice-ministro de Relações Exteriores argentino, Alberto Pedro D'Alotto.

A disposição de criar entraves à entrada de produtos brasileiros foi anunciada por Moreno a Cordeiro no dia 5 de novembro, em reunião no Ministério da Economia em Buenos Aires, na presença do titular da pasta, Amado Boudou. O pretexto foi a importação de tubos de metal do Brasil a preços mais baixos do que os encontrados no mercado brasileiro. Moreno disse que os argentinos não admitem ser alvo de dumping e que o governo prepara "contramedidas" eficientes e não ortodoxas para deter, em breve, importações de mercadorias brasileiras.

Uma das motivações para os impulsos protecionistas no país é o crescente superávit do Brasil, mesmo com o real valorizado em relação ao dólar e ao peso argentino. Entre janeiro e outubro, ele chegou a US$ 2,9 bilhões, com aumento das exportações brasileiras de 54% no período. As importações cresceram pouco mais de 30%. As vendas de produtos básicos aos argentinos, principalmente as de minério de ferro e carne suína, cresceram impressionantes 210% até outubro, e as de semimanufaturados, como produtos de ferro e aço, mais de 120%.

Há uma disposição das autoridades brasileiras de minimizar o episódio publicamente, até em consideração pelas incertezas políticas e econômicas no país vizinho. O tema poderá fazer parte das conversas que o presidente Luíz Inácio Lula da Silva terá, nos próximos dias, com Cristina Kirchner. Já está certo que a ameaça de Moreno constará da pauta da comissão de monitoramento de comércio bilateral, no fim deste mês.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Noticia - Receita apreende 110 toneladas de produtos falsificados | Valor Online


A Receita Federal apreendeu 110 toneladas de produtos importados falsificados, num total estimado em R$ 135 milhões. Entre os produtos, há 410 mil celulares e 460 mil óculos vindos da China. Há ainda uma carga de pentes de memória para notebooks avaliada em R$ 500 mil, além de relógios, aparelhos de MP3 e MP4, GPS, câmeras, jogos eletrônicos, peças de vestuário e bolsas, entre outros. As apreensões foram feitas durante a Operação Leão Expresso 2010, que durou 108 dias.

De acordo com o superintendente da Receita Federal no Estado de São Paulo, José Guilherme Antunes de Vasconcelos, essa é a maior operação de combate à pirataria feita no Brasil e também a que teve o maior volume de produtos apreendidos. Segundo ele, participaram da fraude 120 empresas importadoras e dez pessoas físicas. A maioria está sediada no Estado de São Paulo e não tinha capacidade financeira para atuar no mercado externo. As empresas eram montadas especificamente para esse tipo de fraude e para esconder as pessoas que financiavam a importação dos produtos. "Mais de 70% dos produtos vieram da China. Os não falsificados vieram dos Estados Unidos. Entre as empresas detectadas há muitas que atuam com as vendas pela internet."

A operação foi realizada com o apoio dos Correios. Vasconcelos explicou que a Receita Federal mantém equipes de repressão em todos os portos e aeroportos, fazendo apreensões diárias. De acordo com ele, desde que o sistema conhecido como Siscomex Carga foi implantado nos portos, em 2008, a apreensão triplicou. Por isso, os importadores passaram a utilizar os Correios.

Noticia - Exportador quer status de ministério para a Camex | Valor Online


Os exportadores querem o fortalecimento da Câmara de Comércio Exterior (Camex) como órgão de coordenação de políticas de comércio exterior. Na prática, o pleito inicial é dar ao titular da Camex um status de ministro de Estado diretamente indicado pelo presidente da República. A proposta foi levada pelo Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aos assessores de Dilma Rousseff. 

Rubens Barbosa, presidente do conselho, diz que hoje a Camex é praticamente um órgão de terceiro escalão. A ideia é fazer com que o órgão passe a ganhar força similar a de um ministério e que seu titular se reporte diretamente ao presidente da República. Essa, acredita ele, seria uma forma de fazer com que o órgão realmente tenha poderes para efetivar atribuições que formalmente ele já tem, como a coordenação de políticas e atividades relativas ao comércio exterior de bens e serviços, incluindo o turismo.

Para Barbosa, a mudança, para ter mais efeitos, já deveria ser aplicada na nomeação do novo ministério, que deve tomar posse em janeiro. "É uma decisão política, e não somente em benefício da indústria, porque a exportação é uma forma de criação de empregos."

Não é a primeira vez que as indústrias fazem pleitos para tentar fortalecer órgãos ligados ao comércio exterior. Já houve pedidos de criação de novos órgãos ou mudanças no papel da Secretaria de Comércio Exterior. Barbosa acredita que o pleito atual é diferente. "Trata-se de uma mudança simples, porque não estamos pedindo a criação de um novo órgão", diz. Ele conta que o pedido enviado ao governo incluiu estudo do escritório de advocacia Pinheiro Neto, que levantou as mudanças necessárias na legislação e no regulamento para a alteração. O pedido, diz ele, conta com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). 

Ricardo Markwald, diretor da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), considera possível a ideia de um titular da Camex que tenha igualdade de condições com ministros importantes, como o da Fazenda. "Num mundo internacionalizado, essa figura deveria crescer de importância dentro do governo, com possibilidade de ter capacidade de coordenação e visão integrada de comércio exterior."

José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB, acredita que é necessário criar uma política integrada de governo no comércio exterior, em substituição às atuais políticas isoladas de ministérios com atuação na importação e exportação. O fortalecimento da Camex, acredita ele, pode ser um embrião para a definição de uma política nesse modelo, com adoção de medidas estruturais, e não conjunturais e paliativas.

NOTICIA - TV RECEITA LANÇA SÉRIE DE VÍDEOS COM ORIENTAÇÕES SOBRE A DECLARAÇÃO DO IR 2015 - Fonte: RECEITA FEDERAL

Principais dúvidas dos contribuintes são explicadas de forma didática A Receita Federal divulgou no dia 17/3, no canal da TV Receita no y...