O Brasil elevou o tom nas negociações com a China e afirmou a
representantes daquele país que não descarta o uso de proteção
(salvaguarda) contra produtos manufaturados chineses. A possibilidade
foi colocada ontem durante reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto
Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), que é o mais elevado
mecanismo de consulta bilateral, de acordo com publicado na edição de
hoje do jornal Folha de S. Paulo.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Noticia - Comprar mais da Argentina é estratégia para manter relação - DCI/Aduaneiras
O Brasil
vem discutindo o desequilíbrio da balança comercial com a Argentina
desde o começo do mês, quando o país vizinho definiu a necessidade de
autorização prévia para importações. Paulo Skaf, presidente da
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), afirmou ontem
no final da reunião com o embaixador da Argentina no Brasil, Luis Maria
Kreckler, que o ponto chave para a questão é o Brasil comprar mais da
Argentina.
Na
mesma ocasião o embaixador argentino disse que é primordial a
diminuição do déficit da Argentina, mas não arriscou prever metas. No
último ano o déficit da Argentina com o Brasil foi de US$ 5,8 bilhões .
Para
o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior
(Abece), Ivan Ramalho, "o superávit [brasileiro] foi muito grande e o
Brasil de fato tem que fazer um esforço para comprar, nunca um esforço
de vender menos, para evitar que exista um desequilíbrio tão grande. A
Argentina já tem uma indústria debilitada, o melhor caminho é reduzir
um pouco esse desequilíbrio porque ele prejudica a corrente de
comércio, é preciso que cresçam as importações e as exportações".
O
presidente da Fiesp liderou, no começo do mês, uma visita de
empresários brasileiros com autoridades argentinas para discutir as
possíveis dificuldades que os exportadores brasileiros teriam de
comercializar com o país devido ao procedimento de solicitação da
declaração jurada de exportações. O encontro de ontem com Krecler,
segundo Skaf, é uma continuação dos acertos .
Ele
afirmou que a conclusão da reunião de ontem revelou que "é bom que o
Brasil venda para a Argentina e é bom que a Argentina compre do Brasil,
porém o Brasil precisa comprar mais da Argentina, não há nada de ruim
em vender bastante para a Argentina porque se a Argentina está
comprando é porque precisa. Se não comprar do Brasil comprará de
terceiros [outros] países".
Um
dos produtos que o Brasil poderia comprar da Argentina, segundo o
presidente são navios. Ele afirmou que a Petrobras necessita adquirir
diversos navios e os estaleiros na Argentina estão ociosos. "É hora de
abrir as portas para que os estaleiros argentinos possam vender navios
para o Brasil sem prejuízo nenhum da indústria brasileira, pelo
contrário, acaba sendo mais uma opção para a Petrobras ou para a
marinha."
Uma
outra estratégia proposta pela Fiesp é que os dois países privilegiem a
compra de produtos dentro do Mercosul, para prestigiar o bloco. Ele
citou a China como um parceiro de comércio comum que poderia ser
substituído por relação bilateral.
O
presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abracex),
Roberto Segatto, concorda com a estratégia da Fiesp. "Eu acho que pode
deixar de importar mais dos países asiáticos, assim como a Argentina
deve importar mais de outros países da região. Se não para que vale o
Mercosul? Eu acho que essa negociação com a Fiesp vai dar certo, eles
são profissionais que entendem do problema". Um dos setores citados por
Segatto é o automobilístico. Segundo ele, o Brasil poderia importar
menos carros do continente asiático e privilegiar a produção argentina.
Para
Ramalho, a estratégia de aumento na exportação para a o parceiro do
Mercosul vai ajudar a indústria brasileira vender mais e comenta que
"além do Brasil ter um superávit, a qualidade da pauta é favorável
porque são produtos industrializados, de maior valor agregado",
completou.
"Nós
não estamos fazendo nada de forma isolada, vamos tentar colaborar com
os nossos governos, governo brasileiro e argentino no sentido de que as
coisas caminhem de uma forma que beneficie a sociedade brasileira e a
sociedade argentina. Nós temos que estar com a Argentina como parceiro
e vizinho no sentido de ampliar também e fortalecer as nossas
indústrias seja argentina, seja brasileira", ressaltou o presidente da
Fiesp ao final do encontro com jornalistas.
O
embaixador acredita que "existe uma sinergia entre os governos da
Argentina, do Brasil e entre as cúpulas empresariais do Brasil e da
Argentina. A gente está fazendo um trabalho conjunto".
Atrasos
Ao
ser questionado sobre possíveis atrasos nas exportações de mercadorias
brasileiras para a o país vizinho, devido ao novo procedimento de
liberação das importações argentinas, o presidente da Fiesp afirmou que
recebeu, durante sua visita à Argentina, um voto de confiança dos
representantes do governo argentino de que esta medida não tem intuito
de prejudicar o comércio entre os países.
Além
disso, Skaf disse que foi firmado um compromisso entre os governos de
um prazo de quinze dias entre a entrega da declaração e a autorização
argentina para o comércio. Ele não soube afirmar se já há atrasos,
disse que só será possível uma avaliação no final deste mês já que a
mudança ainda é recente.
O
embaixador reiterou que "essa não é uma medida dirigida ao Brasil, é
uma ação de melhor supervisão das importações de todo o mundo"
Noticia - Camex aprova novos Ex-tarifários para incentivar competitividade da indústria brasileira - MDIC/Comexdata
Implantar
novas fábricas de celulose, vidros planos, bebidas, cimento e latas de
alumínio, além de possibilitar investimentos em inovação para produção
de tablets, automóveis e extração de petróleo em alto mar. Estes são
alguns dos projetos que serão beneficiados com a concessão de novos
Ex-tarifários pela Camex. A medida, publicada hoje no Diário Oficial da
União (DOU), foi aprovada na última reunião do Comitê Executivo de
Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), presidida pelo
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
A Resolução Camex n° 9 e a Resolução Camex nº 10 determinam
a alteração temporária para 2%, até 30 de junho de 2013, do Imposto de
Importação para 124 itens de bens de capital e quatro itens de bens de
informática e telecomunicação. Os investimentos globais vinculados aos
novos Ex-tarifários chegam a US$ 4,5 bilhões. Já os investimentos em
importações que serão feitas pelas empresas passam de US$ 200 milhões
de reais. Os itens serão importados principalmente da Alemanha (33%), e da França (12,5%).
É
importante ressaltar que as concessões são referentes a itens
específicos e não a todos os produtos abrangidos pelos respectivos
códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). O regime de
Ex-tarifário não contempla bens de consumo e permite apenas a redução
temporária do custo de aquisição de bens
vinculados ao aumento da competitividade da indústria e à concretização
de grandes projetos com objetivo de abastecer o mercado interno e
aumentar as exportações brasileiras.
O que são Ex-tarifários
O
regime de Ex-tarifário é um mecanismo de estímulo aos investimentos
produtivos no país através da redução temporária do Imposto de
Importação de bens de capital, informática e telecomunicação que não
são produzidos no Brasil. O objetivo é aumentar a inovação tecnológica
por parte de empresas de diferentes segmentos da economia; produzir
efeito multiplicador de emprego e renda; ter papel especial no esforço
de adequação e melhoria da infraestrutura nacional; estimular os
investimentos para o abastecimento do mercado interno de bens de
consumo; e contribuir para o aumento da competitividade de bens
destinados ao mercado externo, entre outros benefícios.
Cabe ao Comitê de Análise de Ex-tarifários (CAEx), a
verificação da inexistência de produção nacional dos bens pleiteados,
bem como a análise de mérito dos pleitos em vista dos objetivos
pretendidos e dos investimentos envolvidos.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
Mara Schuster
Noticia - Camex reduz imposto para telas de celulares e componentes eletrônicos de automóveis - Agência Brasil/Comexdata
Telas
de cristal líquido para celulares e componentes eletrônicos de
automóveis pagarão menos imposto para entrar no país. Duas resoluções
da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, reduziram o Imposto de
Importação desses produtos para 2% até 30 de junho de 2013.
A
decisão foi publicada ontem (13) no Diário Oficial da União, que
incluiu esses bens no regime ex-tarifário, que permite a redução
temporária da taxação de bens de capital (usados na produção), de
telecomunicações e de informática não fabricados no país. A redução não
abrange produtos usados ou manufaturados e só beneficia equipamentos
sem correspondente nacional.
Entre
os produtos beneficiados estão módulos com mostrador de cristal líquido
usado em celulares com tela de até cinco polegadas e aparelhos
instalados em veículos que diagnosticam o funcionamento de componentes
como airbag, alarme, freio ABS, rádio e GPS. Leitores de USB e de dados
ópticos instalados nos automóveis também tiveram o imposto diminuído.
A
Camex reduziu ainda a taxação de máquinas para produção de ozônio,
equipamentos industriais para testes funcionais de inversores de
frequência e controladores inteligentes de motores elétricos de média
tensão também foram inseridos no regime. A alíquota desses produtos
passou de 16% para 2%.
Diversos
bens de capital tiveram o Imposto de Importação reduzido de 14% para
2%. A medida beneficiou principalmente motores marítimos, rotores
usados na compressão de combustível, suporte para fornos rotativos e
tubos usados no resfriamento de fibra óptica.
Noticia - Fiesp quer que montadoras brasileiras comprem mais autopeças da Argentina - Agência Brasil/Comexdata
O
presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp),
Paulo Skaf, informou no última dia (12) que a entidade vai se reunir
com as montadoras de automóveis para estimular o setor a comprar mais autopeças
da Argentina. Esse foi um dos resultados da reunião que Skaf teve com o
embaixador da Argentina no Brasil, Luis Maria Krecler, na sede da
entidade.
O
objetivo do encontro foi planejar um evento em Buenos Aires no mês de
abril para mostrar a competitividade atual da Argentina e estimular as
vendas de produtos argentinos no Brasil. "Estamos elencando todos os
produtos com potencial de produção da Argentina e que o Brasil pode
comprar, mas, no momento, está comprando de outros [países]", explicou
Skaf.
De
acordo com Skaf, em reunião recente com autoridades argentinas em
Buenos Aires, a conclusão foi que o Brasil precisa comprar mais da
Argentina. "Não há nada de ruim em vender bastante para a Argentina,
porém, a busca de um equilíbrio maior no comércio é necessária. Então,
estamos observando que desde 2005 o Brasil tem registrado consecutivos
superávits na balança comercial com a Argentina". No ano passado, esse
superávit foi US$ 5,8 bilhões.
Skaf
falou também sobre a necessidade de o importador argentino apresentar
ao Fisco daquele país uma declaração a respeito de tudo o que pretende
comprar de outros países. Ele disse que, quando esteve em Buenos Aires,
recebeu a garantia de que o objetivo da medida, que entrou em vigor no
início de fevereiro, não é prejudicar o comércio com o Brasil. "O prazo
do governo argentino é 15 dias para a solução desse problema. Demos um
voto de confiança".
O
embaixador da Argentina no Brasil, Luis Maria Krecler, assegurou que o
governo dele não tem metas para a redução do déficit comercial com o
Brasil. "Não vamos fazer futurologia. Minha missão como técnico de
comércio exterior é reduzir o déficit", disse o diplomata. Sobre a
medida imposta pela Casa Rosada aos importadores argentinos, Krecler
assegurou que a regra não tem a intenção de prejudicar o Brasil. "É uma
medida de melhor supervisão das importações de todo o mundo, não só do
Brasil. Não vamos falar de demora quando recém estamos implementando
isso".
Krecler
ressaltou que o governo da Argentina não teme que o Brasil adote
medidas para restingir a importação de produtos argentinos.
Noticia - Brasil quer aumentar exportações para a China - Agência Brasil/Comexdata.
O
Brasil quer intensificar a pauta de exportações para a China, disse
ontem (13) o vice-presidente da República, Michel Temer, logo depois da
reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e
Cooperação (Cosban). Pelo lado chinês, participou o
vice-primeiro-ministro do país, Wang Qishan.
Segundo
Temer, o Brasil quer aumentar as exportações de carne para a China.
"Pudemos enfatizar o nosso interesse em aumentar as nossas exportações
de carnes de aves, de carne bovina e de porco", disse o
vice-presidente. Ele informou que a questão das exportações chinesas
para o Brasil, que têm crescido nos últimos meses, também foi tratada.
"Também solicitamos que fosse feito, pelos chineses, um eventual
dimensionamento das suas exportações para o Brasil."
Temer
disse ainda que, além das carnes, o Brasil também tem interesse em
vender aviões da Embraer para a China. O mercado de aviões executivos
na China é um dos que mais crescem no mundo e o Brasil tem interesse em
vender os jatos Legacy da Embraer para os chineses.
Outro
ponto tratado na reunião foi o Programa Ciência sem Fronteiras que
prevê o envio de estudantes brasileiros para especialização no
exterior. A intenção é que 100 estudantes brasileiros possam estudar na
China e o mesmo número de estudantes chineses possa vir estudar no
Brasil.
De
acordo com o vice-presidente, os dois países querem trabalhar em
conjunto na formulação de políticas no âmbito do Brics - grupo formado
pelo Brasil, pela Índia, China, Rússia e África do Sul - e também no
G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo.
O
vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan, disse que seu país tem
interesse em fazer mais investimentos no Brasil, principalmente, na
área de infraestrutura. Os chineses também querem aumentar a cooperação
na área de ciência e tecnologia, especialmente na área de
nanotecnologia.
Qishan
disse ainda que o Brasil e a China, "como grandes economias
emergentes", devem trabalhar para recuperar a economia mundial. Além
disso, ele alertou para a questão do protecionismo que tem sido adotado
por muitas economias para proteger seus mercados. "O Brasil e a China,
como grandes economias emergentes, devem combater o protecionismo e
reformular as regras da economia internacional".
A próxima reunião da Cosban deverá ocorrer até o fim de 2013.
Noticia - Brasil adota primeira medida anticircunvenção para importação de cobertores - MDIC/Comexdata.
Foi publicada hoje, no Diário Oficial da União, a Resolução n° 12/2012
da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que estabelece a primeira
medida anticircunvenção adotada pelo Brasil e estende a aplicação de
direito antidumping às importações brasileiras de cobertores de fibras
sintéticas originários do Paraguai e Uruguai, classificados no item
6301.40.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).
A
medida terá a mesma vigência do direito antidumping aplicado
originalmente aos cobertores importados da China e será recolhido
conforme descrição na tabela abaixo. Além disso, a importação de
tecidos de felpas longas originários da China (NCM 6001.10.20) também
passa a ser sobretaxada.
|
País
|
Produto
|
Produtor/Exportador
|
Direito Antidumping Definitivo
|
|
Uruguai
|
Cobertores
|
Todos
|
5,22 US$/kg
|
|
Paraguai
|
Cobertores
|
Todos
|
5,22 US$/kg
|
|
China
|
Tecidos
|
Todos
|
96,6%
|
Entenda o caso
Em
abril de 2010, o Brasil passou a aplicar direito antidumping às
importações brasileiras de cobertores originárias da China, conforme
definido na Resolução Camex n° 23/2010. Em fevereiro
de 2011, a produtora nacional fabricante desses cobertores alegou que
importações de tecidos de felpa longa de fibra sintética, de origem
chinesa, e importações de cobertores do Paraguai e do Uruguai,
fabricados com esses tecidos chineses, estariam frustrando os efeitos
do direito antidumping aplicado.
A
partir daí, o Departamento de Defesa Comercial (Decom) da Secretaria de
Comércio Exterior (Secex) abriu investigação para apurar a eventual
prática desleal de comércio, conforme definido pela Resolução Camex n° 63/2010, que disciplina a extensão de medidas antidumping e compensatórias.
A
investigação foi concluída com parecer do Decom favorável à prática
desleal e o Conselho de Ministros da Camex aprovou a resolução
publicada hoje com a extensão do direito antidumping aos cobertores
importados do Paraguai e do Uruguai e também ao tecido importado da
China.
Essa
é a primeira vez que uma medida anticircunvenção é adotada pelo Brasil
e outra investigação semelhante está em curso, relacionada à extensão
de antidumping aplicado também contra a China para calçados. Os demais
países investigados, neste caso, são Indonésia e Vietnã.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
André Diniz
andre.diniz@mdic.gov.br
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