terça-feira, 26 de julho de 2011

Noticia - São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram exportações no semestre - MDIC/Comexdata.

No primeiro semestre de 2011 (janeiro a junho), o maior exportador entre os estados brasileiros foi São Paulo (US$ 27,089 bilhões), acompanhado por Minas Gerais (US$ 18,684 bilhões) e Rio de Janeiro (US$ 14,531 bilhões). Em seguida, aparecem Rio Grande do Sul (US$ 9,261 bilhões) e Paraná (US$ 8,228 bilhões).

Na comparação com o mesmo período de 2010, a maioria dos estados brasileiros aumentou as exportações, com exceção de Amazonas (-23,52%), Rio Grande do Norte (-23,20%), Piauí (-14,28%), Maranhão (-12,19%), Pernambuco (-9,89%), Paraíba (-8,37%) e Rondônia (-5,47%).

Nas importações, São Paulo (US$ 39,636 bilhões) foi também o estado que mais fez compras no exterior no semestre, seguido de Rio de Janeiro (US$ 8,928 bilhões), Paraná (US$ 8,595 bilhões), Rio Grande do Sul (US$ 7,462 bilhões) e Santa Catarina (US$ 6,841 bilhões).

Os estados que apresentaram variação negativa para as importações no comparativo com o primeiro semestre do ano passado foram: Piauí (-59,45%), Rio Grande do Norte (-45,21%), Distrito Federal (-39,53%) e Tocantins (-6,70%).

No semestre, os estados que registraram os maiores superávits no comércio exterior foram: Minas Gerais (US$ 12,927 bilhões), Pará (US$ 7,131 bilhões), Rio de Janeiro (US$ 5,603 bilhão), Mato Grosso (US$ 4,325 bilhão), e Espírito Santo (US$ 2,356 bilhões). Os estados mais deficitários foram São Paulo (US$ 12,546 bilhões), Amazonas (US$ 5,707 bilhões), Santa Catarina (US$ 2,521 bilhões), Pernambuco (US$ 1,725 bilhão) e Maranhão (US$ 1 bilhão).  

Regiões


Em valores absolutos, a Região Sudeste foi a que mais exportou no semestre (US$ 67,528 bilhões), com alta de 35,65% na comparação com as vendas no mesmo período de 2010 e com participação de 57,08% sobre o total vendido pelo país (US$ 118,303 bilhões).

As exportações da Região Norte foram as que mais cresceram no comparativo entre o primeiro semestre de 2011 e o de 2010, com expansão de 68,52%. O Norte exportou US$ 9,031 bilhões, o que representou 7,63% das vendas do país no período.

A Região Sul vendeu US$ 21,810 bilhões, com aumento de 27,07% sobre o período entre janeiro e junho do ano passado e com participação de 18,44% nas exportações brasileiras. Na Região Centro-Oeste, houve crescimento de 24,06% no comparativo das vendas ao mercado externo, que somaram US$ 9,806 bilhões e tiveram participação de 8,29% no acumulado semestral. Os embarques da Região Nordeste (US$ 8,459 bilhões) corresponderam a 7,15% do total exportado pelo país e tiveram aumento de 9,77% na comparação com o primeiro semestre do ano passado.

Quanto às importações, a Região Nordeste foi a que registrou a maior expansão em comparação com o primeiro semestre de 2010 (33,14%), com compras no valor de US$ 10,340 bilhões. Em seguida, aparece a Região Sul, com aumento de 32,47%, e aquisições no valor de US$ 22,899 bilhões.

Já a Região Sudeste comprou US$ 59,187 bilhões (maior valor absoluto), com aumento de 29,23% em relação a janeiro a junho de 2010. A Região Norte teve alta de 18,52% nas importações e somou US$ 4,351 bilhões em compras. No Centro-Oeste (US$ 2,647 milhões), o crescimento foi de 10,67%.

No período, a Região Sudeste teve o maior superávit, com US$ 8,340 bilhões, seguida pelas regiões Centro-Oeste (US$ 4,039 bilhão) e Norte (US$ 1,953 bilhão). Registraram déficits, no semestre, as regiões Nordeste (US$ 1,880 bilhão) e Sul (US$ 426 milhões). 



Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
André Diniz
andre.diniz@mdic.gov.br

Noticia - Superávit é de US$ 383 milhões na quarta semana de julho - MDIC/Comexdata.

O superávit da balança comercial da quarta semana de julho, com cinco dias úteis (18 a 24), foi de US$ 383 milhões, com média diária de US$ 76,6 milhões e a corrente de comércio foi de US$ 10,065 bilhões (média diária de US$ 2,013 bilhões).

As exportações totalizaram, no período, US$ 5,224 bilhões (média diária de US$ 1,044 bilhão). Na comparação com a média diária registrada até a terceira semana do mês (US$ 1,118 bilhão), houve recuo de 6,5%. Caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-11,2%), entre eles açúcar em bruto, celulose e semimanufaturados de ferro e aço.  Nos manufaturados (-9,4%), os produtos que tiveram maior retração foram açúcar refinado, combustíveis, automóveis e polímeros plásticos. Entre os básicos (-3,7%), petróleo, soja em grão, carnes de frango e fumo foram os produtos que mais recuaram.

No mesmo período, as importações foram de US$ 4,841 bilhões (média diária de US$ 968,2 milhões). Houve acréscimo de 3,6%, sobre a média diária até a terceira semana (US$ 868,1 milhões), motivado, principalmente, pelo aumento dos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos elétricos e eletrônicos, automóveis e partes e produtos químicos.

Mês


As exportações no acumulado mensal, com 16 dias úteis, fecharam em US$ 17,524 bilhões (média diária de US$ 1,095 bilhão). Houve aumento de 36,3% na comparação com a média diária de julho de 2010 (US$ 803,3 milhões). Cresceram as vendas nas três categorias de produtos.

Entre os básicos (51,8%) foram destaques: petróleo em bruto, minério de ferro, soja em grão, café em grão e minério de cobre. Nos semimanufaturados (34,3%), houve maior expansão nas vendas de açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, celulose, alumínio em bruto e catodos de cobre. Nos manufaturados (18,3%), açúcar refinado, óleos combustíveis, óxidos e hidróxidos de alumínio, polímeros plásticos, etanol e máquinas e aparelhos para terraplanagem e veículos de carga foram os que tiveram maior aumento nos embarques.

Frente a junho deste ano (média diária de US$ 1,128 bilhão), a média diária das exportações em julho diminui 2,9%. Houve redução nas vendas de produtos manufaturados (-14,2%) e semimanufaturados (-0,1%), enquanto que aumentaram as vendas de básicos (5,3%).

As importações em julho foram de US$ 14,390 bilhões (média diária de US$ 899,4 milhões). Os gastos tiveram alta de 21,2% em relação ao mesmo mês do ano passado (média diária de US$ 742,2 milhões). Tiveram aumento as aquisições de adubos e fertilizantes (80,1%), veículos automóveis e partes (46,5%), plásticos e obras (34,4%), aparelhos eletroeletrônicos (24,3%) e equipamentos mecânicos (13,1%).

Na comparação com junho deste ano (média diária de US$ 917,2 milhões), as compras brasileiras no mercado internacional tiveram retração de 1,9%, com queda nos gastos de combustíveis e lubrificantes (-19,7%), equipamentos mecânicos (-2,8%), químicos orgânicos e inorgânicos (-2,3%) e instrumento de ótica e médicos (-2,1%).

Nas quatro primeiras semanas de mês, o saldo comercial alcança o valor de US$ 3,134 bilhões (média diária de US$ 195,9 milhões). Pela média, houve crescimento de 220,6% na comparação com junho de 2010 (resultado médio diário de US$ 61,1 milhões). Já em relação em relação a junho deste ano (média de US$ 210,8 milhões), houve queda de 7,1%.  

A corrente de comércio somou US$ 31,914 bilhões (resultado médio diário de US$ 1,994 bilhão), o que representou aumento de 29,1% na comparação com julho do ano passado (média de US$ 1,545 bilhão) e redução de 2,5% sobre a média de junho deste ano (US$ 2,045 bilhões).  

Acumulado anual


De janeiro até a terceira semana de julho, o superávit foi de US$ 16,1 bilhões (média diária de US$ 115 milhões), resultado 71,8% maior que o verificado no mesmo período do ano passado (média diária de US$ 66,9 milhões). Nos 140 dias úteis de 2011, a corrente de comércio somou US$ 255,554 bilhões (média diária de US$ 1,825 bilhão), com aumento de 29,9% sobre a média do mesmo período do ano passado (US$ 1,405 bilhão).

No ano, as exportações alcançaram US$ 135,827 bilhões (média diária de US$ 970,2 milhões), resultado 31,8% acima do verificado no mesmo período de 2010, que teve média diária de US$ 736,2 milhões. O resultado anual acumulado das importações também foi maior (27,8%) em relação ao ano passado (média diária de US$ 669,3 milhões). Em 2011, as importações somam US$ 119,727 bilhões (média diária de US$ 855,2 milhões).


Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
André Diniz
andre.diniz@mdic.gov.br

Noticia - Governo defenderá economia do país de ameaças internas e externas, garante Dilma - Agência Brasil/Comexdata.

A presidenta Dilma Rousseff disse ontem (25) que o governo defenderá a economia brasileira de todas as ameaças internas e externas para manter a capacidade de crescimento. Segundo ela, o Brasil precisa crescer com estabilidade, controle da inflação e robustez fiscal

"Não tenham dúvida de que seremos capazes de defender a economia brasileira de todas as ameaças internas e externas. Estou me referindo à ameaça da inflação, por exemplo, que corrói a renda do trabalhador e que saberemos responder à altura", disse Dilma, ao encerrar reunião com governadores da Região Nordeste, em Arapiraca (AL).

De acordo com Dilma, o país precisa crescer com estabilidade, controle da inflação e robustez fiscal e também gerar empregos. "Temos de crescer e gerar empregos, porque não podemos conceber o Brasil parado, sem a dinâmica da geração de oportunidades para milhões de brasileiros."

Durante a reunião, Dilma disse aos governadores que para desenvolver o Nordeste é necessário uma desconcentração econômica no país. "Não haverá desenvolvimento se não houver desconcentração econômica, de logística, de recursos hídricos e energéticos." Segundo ela, isso tudo precisa resultado em um processo efetivo de distribuição de renda para a população mais pobre.

Na reunião, a presidenta Dilma firmou com os governadores o Pacto pela Erradicação da Miséria.

Noticia - Empresários brasileiros afirmam que barreiras comerciais argentinas prejudicam produção e vendas - Agência Brasil/Comexdata.

Queixa frequente dos empresários brasileiros, a questão das barreiras comerciais entre o Brasil e a Argentina continua em aberto. Os empresários reclamam que a entrada de seus produtos no país vizinho continua difícil e que a liberação dos produtos, que deve ser feita em até 60 dias, segundo determinação da Organização Mundial do Comércio (OMC), não tem sido cumprida.

O problema provocado pelo impasse comercial poderá ser tratado no encontro entre as presidentas do Brasil e da Argentina, Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, previsto para os dias 10 e 11 de agosto, em Brasília.

Uma das reclamações vem da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), segundo a qual há máquinas agrícolas paradas nas aduanas. De acordo com a Anfavea, o entrave vem provocando quedas sucessivas na produção e nas vendas internas: a produção nacional caiu 7,2% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2010, e as vendas internas caíram 7,8% na mesma base de comparação.

A secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, reconhece o problema, mas o considera "pontual", ou seja, nada que atrapalhe a relação bilateral entre os países parceiros de Mercosul. "Do jeito que está escrito nos jornais, parece que o comércio bilateral vive problema muito sério, mas isso não é a realidade", disse Tatiana.

Segundo a secretaria, o problema tem sido monitorado de perto. "Seguimos em estado de alerta." Além disso, Tatiana destacou que o "problema pontual" não tem afetado os números entre os parceiros comerciais. "O governo brasileiro mantém postura firme para garantir avanços. Não é interesse do nosso governo criar obstáculo em um comércio bilateral crescente", afirmou.

No acumulado do ano, as exportações brasileiras cresceram 32,6%, com expansão de 33% nos embarques externos para a Argentina. De janeiro a junho, as vendas para o país vizinho somaram US$ 10,4 bilhões ante os US$ 7,9 bilhões no mesmo período de 2010.

Mesmo com saldo positivo na relação comercial, o problema do entrave nas aduanas argentinas tem afetado diversos segmentos. "Não houve nenhuma mudança na relação comercial dos dois países. Tudo continua muito crítico", afirma a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

O mesmo ocorre no segmento de calçados. O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, confirma que o acordo não está sido cumprido. "O acordo não aconteceu. As mercadorias continuam presas. Temos produtos esperando liberação desde março", reclamou Klein.

Atualmente, produtos de 600 setores estão fora da licença automática na Argentina.

Noticia - Rússia decide reduzir cotas de importação para carnes | Valor Online


A Rússia vai reduzir em 32,2% sua cota global de importação de carne suína para 2012, e em 28,5% a cota de importação de carne de frango, numa clara retaliação à demora de países exportadores em dar o apoio final à sua entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC). "Se não completamos logo nossa entrada na OMC, as cotas vão cair mais, isso é claro", disse ao Valor o principal negociador russo, Maxim Medvedkov, ontem em Genebra, enquanto fazia pressão para tentar fechar um acordo nas próximas duas semanas. 

Ele confirmou que a cota global de importação para carne suína cairá de 472,2 mil toneladas atualmente para 320 mil toneladas no ano que vem. Haverá outra cota de 30 mil para cortes específicos de suíno.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, reagiu à decisão russa: "A prioridade da Abipecs é ampliar os mercados asiáticos, reduzindo a ainda grande dependência do mercado russo", afirmou.

No caso do frango, a cota global declinará de 350 mil toneladas para 250 mil toneladas. Em relação à cota de carne bovina, Medvedkov não se pronunciou. Mas a tendência, segundo fontes do mercado, é que o nível atual seja mantido, até porque os russos não têm a produção interna necessária.

O primeiro-ministro Vladimir Putin já tinha dado na sexta-feira o sinal de redução de cotas para 2012, vinculando indiretamente a medida à demora nas negociações na OMC. "Estamos considerando outras opções nas negociações na OMC, mas que só será possível em caso de um acordo geral, que beneficie nossa indústria", afirmou Putin, segundo agências de notícias.
Medvedkov disse que Moscou está "considerando" uma oferta "melhor" no caso da carne suína para o período 2013-2017, uma vez que a Rússia seja aceita como sócia da OMC.

"Em vez de 320 mil (a cota de 2012), consideramos cota de 400 mil como oferta de compromisso", afirmou. Isso significa ainda um corte significativo em relação à cota atual e sobretudo em relação à oferta de 532 mil toneladas que os russos mencionavam em 2008.

Em todo caso, os russos têm pressa. "Nossa expectativa é de fechar um acordo sobre as carnes nas próximas duas semanas", disse, no exato momento em que a conversa foi interrompida pela chamada da ministra de Desenvolvimento, Elvira Nabiullina, no celular.

A ministra tem afirmado que, se os termos gerais de um acordo não forem acertados até o fim deste mês, a entrada da Rússia pode atrasar pelo menos até 2013.

No ano que vem, a Rússia terá eleição presidencial e a capacidade de o governo fazer concessões diminui bastante. Mas a possibilidade de Moscou ser aceito na OMC até o fim deste ano parece pequena. Esta semana, as negociações sobre carnes continuarão provavelmente sem avanços.

Medvedkov insistiu que não há nenhuma garantia de que os Estados Unidos e a União Europeia vão abocanhar 60% das cotas para suínos e frango, como têm reclamado o Brasil e outros parceiros.

"Queremos estabelecer termos justos de comércio para os principais exportadores de carnes para nosso mercado", disse. "O Brasil, sobretudo, tem insistido em que não haja cota e sim um sistema de importação unicamente baseado em tarifas. Isso é um problema para nós, porque o sistema de cotas nos dá uma certa proteção".

"Uma vez que entrarmos na OMC, nossos produtores precisarão de um período de transição para concorrer com o produto estrangeiro. Por isso, estamos concordando em sistema unicamente de cotas após 2020", acrescentou. "Nossos produtores de suínos investiram muito para aumentar a produção O que queremos é dar a possibilidade a eles de se adaptarem até 2020 e estar em condições de competir".

O problema envolvendo o acesso de carne suína ao mercado russo está tomando uma dimensão cada vez maior. Agora, senadores americanos pediram para a Casa Branca endurecer as condições de acesso da Rússia na OMC, alegando que Moscou vem descumprindo o que tinha prometido aos produtores americanos.

Os EUA alegam que a Rússia tinha prometido cota específica de 100 mil toneladas para os americanos, em 2008, e agora baixou para 57.500 toneladas, quase metade do que tinha sido acertado.

Outro problema é sobre as regras sanitárias e fitossanitárias (Acordo SPS). "Nos comprometemos em cumprir plenamente com as regras da OMC", afirmou Medvedkov. No entanto, parceiros querem que Moscou elimine uma série de medidas antes de entrar na entidade global.

Negociações bilaterais entre o Brasil e Rússia ocorrerão ainda esta semana em Genebra. Indagado sobre o embargo temporário à entrada de carnes procedentes de 85 frigoríficos brasileiros, Medvedkov insistiu que isso não tem vínculo com a negociação na OMC.

O prazo dado por Moscou para responder ao Brasil se acabava o embargo ou o mantinha expirou na sexta-feira, sem nenhuma resposta por parte dos russos.

Noticia - Indústria investe em design contra produto importado | Valor Online


Entidades de classe dos setores mais prejudicados pela enxurrada de importações, principalmente chinesas, se uniram para tornar o produto brasileiro mais competitivo no mercado internacional, apesar da valorização cambial e da forte concorrência do gigante asiático.

A principal estratégia do grupo formado por Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Associação Brasileira de Estilistas (Abest) e Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) é dar prioridade ao design e à exploração de conceitos genuinamente brasileiros aos produtos nacionais para atrair o interesse de consumidores estrangeiros.

Ilse Guimarães, superintendente da Assintecal, conta que a formação do grupo começou a ser pensada há alguns anos, quando os setores calçadista e de tecidos começaram a registrar perda de terreno no mercado doméstico e externo para produtos chineses. "A parceria vale para agregar valor no desenvolvimento do produto, na prospecção de mercado e na promoção comercial fora do país."

A dirigente da Assintecal diz que a competição com os produtos chineses no mercado internacional deve ser fundamentada na qualidade dos produtos. "Não temos condições de concorrer em preço, seria regredir. Vamos agregar valor para vender mais, usando diferenciais que nos favorecem, como o design brasileiro, o que a nossa cultura oferece. Isso chama a atenção do estrangeiro", explica Ilse.

Cristine Kopschina, coordenadora de marketing internacional da Abicalçados, acrescenta que a unificação dos setores é apoiada por órgãos oficiais, como a Apex e o Sebrae. O objetivo das entidades de classe e dessas agências governamentais é criar um sistema de comércio exterior focado na moda brasileira.

"Nos Estados Unidos e na Europa já existe rejeição a uma grande variedade de itens 'made in China'. Queremos aproveitar esse espaço para vender produtos com a nossa referência. Vamos deixar de copiar a moda italiana ou francesa para apostar na linguagem brasileira. Há mercado para isso, e os chineses não conseguem competir com a originalidade dos produtos brasileiros", avalia Cristine.

As parcerias interssetoriais para estimular as exportações brasileiras serão discutidas no evento Inspiramais, que ocorre a partir de hoje no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. A feira também terá exposição de produtos a clientes estrangeiros.

Um dos primeiros resultados práticos de toda essa articulação das entidades é a negociação comercial entre empresas brasileiras presentes ao evento e a rede americana Macy's, que conta com 800 lojas de departamento. A cadeia estuda encomendar peças de vestuário e calçados fabricados no Brasil para as temporadas de moda do inverno 2012 e verão 2013. 

"A vinda ao Inspiramais tem como foco a pesquisa de materiais, o conhecimento dos produtos brasileiros e a negociação comercial. O mercado de componentes, como couros, sintéticos, pedrarias e fivelas, interessa à Macy's. A rede pretende fazer uma ação especial de materiais e produtos brasileiros em suas lojas", diz Ilse.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Legislação - IN RFB nº 1.174/2011 - Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014 - RECOPA - Despacho aduaneiro de bens - Procedimentos.

NOTICIA - TV RECEITA LANÇA SÉRIE DE VÍDEOS COM ORIENTAÇÕES SOBRE A DECLARAÇÃO DO IR 2015 - Fonte: RECEITA FEDERAL

Principais dúvidas dos contribuintes são explicadas de forma didática A Receita Federal divulgou no dia 17/3, no canal da TV Receita no y...