quarta-feira, 13 de abril de 2011

Noticia - Brasil passará a fabricar produtos da Apple - MCT/Comexdata.

Em viagem à China, a presidenta da República, Dilma Rousseff, cumpriu ontem (12) mais uma rodada de negociações com a assinatura de acordos nas áreas de Ciência e Tecnologia, Defesa, Meio Ambiente e, ainda, no campo comercial. Entre os acordos, destaca-se o assinado com a empresa de capital taiwanês Foxconn, que pretende passar a fabricar produtos Apple no Brasil. O investimento previsto é da ordem de US$ 12 bilhões na construção de uma fábrica, responsável por produzir os displays digitais. O montante será investido em um prazo de cinco anos e terá contrapartida do governo brasileiro.

No discurso da presidente, ela reiterou a importância dos acordos assinados entre os dois países. "A China e o Brasil são dois grandes países, com expressivas economias e crescente atuação internacional. Mais que parceiros comerciais, queremos ser parceiros também na pesquisa científica e tecnológica, na inovação e na criação de produtos com tecnologias verdadeiramente binacionais", destacou.

Rousseff enfatizou ainda que a relação com aquele país tende a se tornar mais próxima com o passar do tempo. "O amadurecimento do intercâmbio trará enormes benefícios mútuos, especialmente na medida em que incorpore produtos intermediários, tecnologia, know-how e bens de capital, contribuindo para o aprimoramento das cadeias produtivas tanto do Brasil quanto da China, contribuindo também para a geração de renda, emprego e desenvolvimento conjunto, combate das desigualdades sociais e regionais em nossos países", acrescentou.

Para a presidenta a parceria exige não só transferência de tecnologia, mas também mecanismos conjuntos de inovação tecnológica que permitam a criação de produtos verdadeiramente binacionais.

Veja todos os acordos assinados entre Brasil e China

terça-feira, 12 de abril de 2011

Noticia - FMI estima em 4,5% crescimento global da economia; Brasil está na média - Agência Brasil/Comexdata.

Brasília - O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou hoje (11) relatório com as projeções de crescimento econômico para os países desenvolvidos e em desenvolvimento em 2011 e 2012. De acordo com a estimativa, neste período, a expansão média anual deverá ser 4,5%. No caso do Brasil, o crescimento é estimado em 4,5%, em 2011, e 4,1%, em 2012. O alerta é para que os líderes mundiais se mantenham atentos às elevações dos preços das commodities e também do petróleo.

No entanto, o FMI adverte que, apesar de haver um cenário positivo para a recuperação econômica global, há ameaças causadas pela elevação do desemprego e dos riscos de sobreaquecimento, principalmente nos países em desenvolvimento e emergentes.

No caso do Brasil, o governo vem adotando medidas para ajustar a economia, equilibrar o câmbio, elevar as exportações e manter a inflação sob controle, como restrições ao crédito e cortes no Orçamento Geral da União, entre outras ações. Pela estimativa do Ministério da Fazenda, a economia brasileira deve ter um crescimento médio anual de 4,5% a 5% de 2011 a 2014.

"Dada a melhora nos mercados financeiros, a atividade de flutuação em muitas economias emergentes e em desenvolvimento, além do crescimento da confiança nas economias avançadas, as perspectivas econômicas para 2011 e 2012 são boas", informa o relatório do FMI.

Porém, o economista-chefe da instituição, Olivier Blanchard, alertou que os preços das commodities aumentaram "mais do que o esperado". Segundo ele, essa elevação de preços, combinada com o forte crescimento da demanda e uma série de choques de oferta, pode atrapalhar o processo de recuperação econômica.

Pelos dados do relatório, o Produto Interno Bruto (PIB) nas economias avançadas, emergentes e em desenvolvimento deverá crescer em percentuais que variam de 2 ,5% e 6,5%. O relatório alerta sobre os elementos que podem impedir que os países atinjam as taxas de crescimento previstas, como o aumento dos preços dos alimentos e das commodities, além da elevação das tensões sociais e econômicas no Oriente Médio e no Norte da África.

Em decorrência dos conflitos e da instabilidade nos países muçulmanos, líderes políticos internacionais afirmaram que os preços do barril de petróleo dispararam e aumentaram os valores nas bombas de gasolina no mundo como um todo.

O relatório menciona também as consequências do terremoto seguido por tsunami, há um mês, no Japão, que deverá provocar um "impacto macroeconômico global". De acordo com o documento, "muitos desafios permanecem sem solução", principalmente em alguns países europeus.

Para o FMI, é necessário que as economias avançadas adotem políticas de juros baixos, maior controle dos gastos públicos e planos de consolidação fiscal e reformas dos orçamentos e instituições. No caso dos Estados Unidos, a advertência é para que sejam adotadas medidas mais amplas nas áreas de Previdência Social e reformas fiscais.

Noticia - China abre comércio de carne suína para o Brasil - Portal do MAPA/Comexdata.

O governo chinês anunciou nesta segunda-feira, 11 de abril, a abertura de mercado para a carne suína brasileira. Em reunião na noite de hoje (horário local) em Pequim, o ministro da Administração-Geral de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China, Zhi Shuping, informou ao ministro da Agricultura do Brasil, Wagner Rossi, a aprovação inicial de três frigoríficos nacionais exportadores de suínos. A liberação ocorreu apenas cinco meses depois da vinda de missão chinesa ao Brasil para inspecionar 13 indústrias.

Com a decisão, o Brasil venderá o produto pela primeira vez para os chineses. Wagner Rossi, que integra comitiva da presidenta Dilma Rousseff, desembarcou hoje em Pequim onde dá continuidade as negociações para ampliação do comércio bilateral.

"O anúncio do ministro da China reforça a importância da visita de autoridades de alto nível para dar andamento a assuntos de nosso interesse. A pujança do crescimento chinês mostra o potencial do comércio agropecuário bilateral", afirmou o ministro da Agricultura brasileiro.

"Com a aprovação das indústrias de suínos do Brasil, estamos cumprindo parte da missão que a presidenta Dilma Rousseff nos deu de ampliar a venda de produtos de maior valor agregado", completou Rossi. O aumento dos embarques de carnes representa agregar valor a matérias-primas, como farelo de soja e milho, usados na alimentação do rebanho suíno e de aves. 

A expectativa é que nos próximos meses, o governo chinês amplie a lista de frigoríficos exportadores de suínos e aves, período em que se pretende sanar todas as dúvidas e questionamentos dos chineses em relação às demais indústrias. Também se espera que sejam liberadas as exportações de gelatina do Brasil.

"A decisão do governo da China representa uma oportunidade imediata como também de rápido crescimento para o futuro. Os chineses respondem por 50% da carne suína produzida no mundo, porém estão cada vez mais aumentando a renda per capita e devem ampliar o consumo de carnes", informa o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Célio Porto.

No encontro com o ministro chinês, Wagner Rossi, também comemorou a confirmação de missão do país, na primeira quinzena de maio, ao Brasil para inspecionar processo de cultivo, armazenamento e transporte das folhas de tabaco baianas e alagoanas. Os estados são livres da doença mofo azul, pré-requisito do governo chinês para começar os embarques do produto.  Atualmente, o Rio Grande do Sul é o único estado brasileiro que exporta tabaco para a China.

Uma outra equipe de técnicos virá na mesma época para conhecer o sistema de plantio de milho. Hoje, o Brasil já exporta o grão para os chineses, mas o governo local demonstrou interesse em estabelecer um protocolo bilateral para ampliar as compras do produto. As missões foram acertadas durante os encontros da delegação de técnicos brasileiros que está na China desde o dia 5 de abril. Antes dessa visita, os chineses ainda anunciaram a habilitação de cinco frigoríficos brasileiros exportadores de carne bovina in natura. 

Empresários


Nesta terça-feira, 12 de abril, os ministros da Agricultura, Wagner Rossi, e  Han Changfu, participam de reunião ampliada com os presidentes da China, Hu Jintao e do Brasil, Dilma Rousseff. No encontro, devem ser repassados todos os termas de interesse bilateral.

No mesmo dia, o ministro brasileiro participa de encontro empresarial, quando fará uma exposição sobre as oportunidades de negócios e investimentos no Brasil. Rossi também falará do potencial da produção agropecuária brasileira e das técnicas utilizadas para garantir uma produção sustentável.

Comércio bilateral


Desde 2008, a China é o principal comprador de produtos agropecuários brasileiros. Nos últimos três anos, exportações brasileiras para a China cresceram 214%, passando de US$ 3,5 bilhões em 2007 para US$ 11 bilhões em 2010.

O complexo soja (óleo, grão e farelo) lidera as compras chinesas, com US$ 7,9 bilhões ou 20 milhões de toneladas. Dos três subprodutos, o grão representa a maior parcela das importações - US$ 7,1 bilhões. O Brasil também exporta para a China produtos florestais (madeira, cortiça, celulose e subprodutos) totalizando US$ 1,28 bilhão.

O valor total das exportações do complexo sucroalcooleiro, que compreende açúcar e etanol, é de US$ 514,77 milhões, sendo US$ 514,76 milhões referentes à importação de açúcar. A China também importa carne bovina e de frango do Brasil. No ano passado, as importações do produto renderam US$ 225,6 milhões, dos quais US$ 219,6 milhões referem-se à carne de frango. No ano passado, o Brasil foi o principal fornecedor de carne de aves para os chineses.

Noticia - Argentina acelera liberação de calçados - Portal Apex Brasil/Comexdata.

O setor calçadista brasileiro contabilizou nesta segunda-feira (11) a liberação de 1,14 milhão de pares de calçados por parte da aduana argentina. Com este desempenho, o Brasil tem ainda pendentes 133 mil pares. "Estamos satisfeitos com a intervenção do Governo brasileiro, que possibilitou este avanço", diz Heitor Klein, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que acompanha o processo desde a China, onde faz parte da Missão Empresarial do Brasil.

Em março havia cerca de 1,2 milhão de pares de calçados brasileiros parados nas alfândegas devido à demora da liberação das licenças não automáticas.  Alguns protocolos estavam demorando mais de 130 dias pares serem autorizados, quando o prazo máximo, conforme a Organização Mundial de Comércio (OMC) e acordado com o Governo argentino seria  de 60 dias.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Noticia - Dilma vai pedir "reciprocidade" em relação comercial com a China - Agência Brasil/Comexdata.

A presidenta Dilma Rousseff desembarca em Pequim nesta segunda-feira (11) com o desafio de criar bases para uma relação na área comercial e de investimentos fundada na "reciprocidade".

Foi esse o tom do primeiro recado da presidenta aos chineses em entrevista à agência estatal Xinhua, antes de sua primeira visita oficial como presidenta ao país que tem a segunda maior economia do mundo.

Segundo a Xinhua, Dilma afirmou que "poderia haver mais cooperação entre os dois países em áreas estratégicas, como a inovação, uma vez que o Brasil está determinado a agregar valor a seus recursos naturais".

Ainda de acordo com a nota da agência, a presidenta disse que a futura cooperação entre os dois países deve ser baseada na "reciprocidade".

"Esta é uma relação que, eu acredito, será muito bem desenvolvida entre os dois países porque há algumas áreas em que a China pode ser crucial para o Brasil e outras em que o Brasil pode ser crucial para a China, baseada em um conceito que eu considero muito importante em uma relação entre iguais: a reciprocidade", disse.

Os números que embasam a defesa do discurso da reciprocidade são claros. A China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil em 2009. Mas as características dessa pauta comercial deixam o Brasil, na opinião de muitos setores, em posição de desvantagem. Cerca de 95% das exportações brasileiras para a China são de matérias-primas. A via contrária, da China para o Brasil, é dominada quase em sua totalidade por produtos industrializados.

Em entrevista já em Pequim, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que faz parte da comitiva brasileira, insistiu ontem (10) na importância da busca de uma relação com a China que não dependa do tradicional papel brasileiro de exportador de produtos básicos.

"O Brasil precisa definir suas prioridades e ter um olhar mais aproximado para a China. Talvez ajude a gente a não se acomodar em ser uma economia produtora de commodities. Senão, corremos o risco de ficar prisioneiros da doença holandesa", referindo-se ao impacto negativo sobre o setor industrial da forte exportação de recursos naturais.

Mercadante defendeu que o país aproveite a valorização das commodities, e os recursos que isso gera ao país, para criar um projeto de desenvolvimento futuro baseado na produção de alta tecnologia.

Noticia - Governo quer identificar gargalos enfrentados por pequenos empresários na hora de exportar - Agência Brasil/Comexdata.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior quer ampliar a participação de micro e pequenas empresas (MPE) no mercado internacional. Atualmente, cerca de 20 mil empresas exportam bens e serviços. Há ainda 10 mil que exportam mercadorias. Essa atuação no comércio exterior somou cerca de R$ 2 bilhões no ano passado.

Para aumentar esse número, o órgão iniciou uma nova pesquisa para identificar os principais problemas enfrentados pelos empresários na hora de exportar bens e serviços. O levantamento, que vai até 30 de junho, pretende orientar as ações do governo na criação de políticas públicas que estimulem o aumento das exportações pelas MPE.

Essa é a segunda vez, que o MDIC tenta conhecer os gargalos às exportações de micro e pequenas empresas. No ano passado, o número insuficiente de respostas ao questionário enviado pelos empresários fez com que os técnicos preferissem não repassar os dados e reiniciar o processo.

Segundo o diretor do Departamento de Política de Comércio e Serviços do MDIC, Maurício do Val, com esse resultado será possível otimizar as ações governamentais. "As ações de políticas públicas serão focadas ao crédito de micro e pequenas empresas", comentou. Para ele, há situações que merecem atenção especial, entre elas, a dificuldade de exportar devido à falta de comunicação e acesso aos instrumentos de apoio que chegam de forma pouco eficiente e comprometem o interesse de exportação.

Na opinião do diretor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Alberto Santos, ainda existe resistência por parte dos pequenos empreendedores que acreditam que a competição internacional é desleal. "Ainda é difícil pequenas empresas atuarem no comércio exterior, não é só câmbio. É preciso estabelecer marca, é um processo a longo prazo, que muitas vezes desestimulam os pequenos empreendedores", disse.

Além disse, segundo Santos, os micro e pequenos empresários aproveitam o momento favorável à economia interna. "Vivemos um momento interessante na economia. O mercado interno está muito aquecido. Não precisamos mais ir à China brigar por mercado, os chineses vêm até aqui brigar por espaço. Também nos ?armamos? para disputar o mercado aqui também", endossou.

De acordo com o diretor do Departamento de Política de Comércio e Serviços do MDIC, o governo está preparado para atender às necessidades das micro e pequenas empresas com interesse no comércio internacional. "A intenção é que pequenas empresas se interessem e participem de exportações brasileiras e ganhem robustez para crescer no mercado interno e aumentar participação no mercado externo, porque se bem sucedidas logo se tornam empresas de porte médio", analisou.

Os micro e pequenos empresários que tenham interesse em aumentar a participação ou ingressar no comércio exterior podem procurar as unidades do Sebrae. Mais informações pelo telefone 0800 570 0800. A pesquisa do ministério está disponível no site http://tinyurl.com/gargalos.

Noticia - Empresa de tecnologia chinesa quer investir em centro de pesquisas em Campinas - Agência Brasil/Comexdata.

Ao desembarcar hoje (11), em Pequim, na China, a presidenta Dilma Rousseff conversou com o presidente da Huawei (uma das maiores empresas do país em tecnologia de ponta), Ren Zhengfei. Na reunião, Zhengfei afirmou que a empresa pretende investir na construção de um centro de pesquisas na cidade de Campinas, no interior de São Paulo.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que acompanha Dilma, afirmou que devem ser investidos no centro de pesquisas até US$ 350 milhões. Segundo Zhengfei, a empresa deve doar equipamentos em um valor total de US$ 50 milhões para universidades brasileiras.

A presidenta chegou a Pequim acompanhada por ministros e assessores por volta das 11 horas desta segunda-feira (horário de Pequim) - 11 horas a mais do que em Brasília. Ela pretende passar a maior parte do tempo no hotel, segundo assessores.

A agenda de atividades de Dilma inclui uma série de reuniões bilaterais, inclusive com o presidente da China, Hu Jintao, e também com os líderes dos países que compõem o Bric - Brasil, Rússia, Índia e China. Há, ainda, seminários destinados a ampliar as relações comerciais entre o Brasil e a China. A presidenta está acompanhada por cerca de 250 empresários brasileiros.

NOTICIA - TV RECEITA LANÇA SÉRIE DE VÍDEOS COM ORIENTAÇÕES SOBRE A DECLARAÇÃO DO IR 2015 - Fonte: RECEITA FEDERAL

Principais dúvidas dos contribuintes são explicadas de forma didática A Receita Federal divulgou no dia 17/3, no canal da TV Receita no y...