quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Noticia - OMC diz que Brasil e Argentina lideram pedidos de investigações antidumping na América Latina (Agência Brasil).

O Brasil e a Argentina lideram os pedidos de investigações antidumping na América Latina, de acordo com informações da Organização Mundial do Comércio (OMC).

As medidas antidumping tentam evitar que empresas nacionais sejam prejudicadas pela venda de produtos importados que têm preço menor do que os produzidos no local. Esta é uma prática considerada desleal. De acordo com a OMC, que é uma das agências da Organização das Nações Unidas (ONU), entre janeiro e junho, 19 países-membros apresentaram pedidos para 69 investigações. A Argentina apresentou sete pedidos e o Brasil, cinco.

A maior parte das solicitações partiu da Índia, com 17 registros, e da União Europeia, com oito. A OMC informou que a Índia, a União Europeia, o Brasil e Israel aumentaram o número de pedidos. A Argentina, a China, a Colômbia e os Estados Unidos, entre outros, diminuíram as solicitações com relação a 2009.

A OMC registrou, no primeiro semestre deste ano, uma queda de 29% no número de pedidos de investigações antidumping, em relação ao mesmo período do ano passado. A maioria das queixas foi feita contra os importados da China. O Brasil e o Japão também foram alvos de dois pedidos cada.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Legislação - Instrução Normativa RFB nº 1.094/2010 - IPI, PIS/PASEP e COFINS - Exportação de mercadorias - Procedimentos.

Através da IN RFB nº 1.094/2010 foram disciplinados os procedimentos relativos à suspensão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e à não-incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) na exportação de mercadorias.

Em resumidamente, os produtos destinados à exportação poderão sair do estabelecimento industrial com suspensão do IPI quando: a) adquiridos por Empresa Comercial Exportadora (ECE), com o fim específico de exportação; e b) remetidos a recintos alfandegados ou a outros locais onde se processe o despacho aduaneiro de exportação.

Em relação à Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins, não haverá incidência sobre as receitas decorrentes das operações de: a) exportação de mercadorias para o exterior; e b) vendas a ECE com o fim específico de exportação.

Por fim, foi revogada a IN RFB nº 1.068/2010, que tratava sobre os procedimentos relativos à exportação de produtos por intermédio de Empresa Comercial Exportadora.

A IN RFB nº 1.094/2010 entra em vigor na data de sua publicação, ocorrida em 07.12.2010.

Noticia - Superávit é de US$ 580 milhões na primeira semana de dezembro (MDIC).

As exportações brasileiras na primeira semana de dezembro (1º a 5), com três dias úteis, foram de US$ 2,670 bilhões, com média diária de US$ 890 milhões. O resultado é 35,4% superior à média de US$ 657,4 milhões registrada em dezembro de 2009. Houve crescimento nas exportações das três categorias de produtos.

Entre os básicos (71,9%), os principais produtos que registraram aumentos foram soja em grão, minério de ferro, farelo de soja, café em grão, milho em grão e carne de frango. Nos semimanufaturados (12,7%), os destaques ficaram por conta de ferro fundido, ferro-ligas, borracha sintética, semimanufaturados de ferro e aço e couros e peles. Nos manufaturados (12%), o crescimento foi mais expressivo entre laminados planos, etanol, chassis com motor, automóveis de passageiros, autopeças, açúcar refinado e bombas e compressores.

Na comparação com novembro de 2010, a média diária das exportações cresceu 0,6% (de US$ 884,4 milhões para US$ 890 milhões), devido ao aumento nas vendas de produtos manufaturados (8,2%), enquanto, entre os semimanufaturados e os básicos, houve recuo de 31,2% e de 0,3%, respectivamente.

No mesmo período, as importações somaram US$ 2,090 bilhões, com média diária de US$ 696,7 milhões. Por esse critério, houve crescimento de 24,7% em relação ao mês de dezembro do ano passado (média de US$ 558,8 milhões). Houve crescimento nos gastos, principalmente, com siderúrgicos (79,1%), borracha e obras (78,2%), aparelhos eletroeletrônicos (70%), equipamentos mecânicos (48,9%), instrumentos de ótica e precisão (31,1%), químicos orgânicos e inorgânicos (30,2%) e plásticos e obras (26,1%).

Na comparação com novembro último (média de US$ 868,8 milhões) houve queda de 19,8% nas aquisições feitas no mercado externo. Adubos e fertilizantes (-71,5%), combustíveis e lubrificantes (-66,8%), veículos automóveis e partes (-21,8%), siderúrgicos (-25,4%), plásticos e obras (-13,2%), borracha e obras (-9,9%) e químicos orgânicos e inorgânicos (-8,5%) foram os que tiveram maior retração.

Com estes dados, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 580 milhões, com média diária de US$ 193,3 milhões. O resultado é 96% superior à média de dezembro de 2009 (US$ 98,6 milhões) e está 1.139,3% acima da média de novembro passado (US$ 15,6 milhões). A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 4,760 bilhões, com média diária de US$ 1,586 bilhão.

Ano
No acumulado de janeiro à primeira semana de dezembro deste ano (231 dias úteis), as vendas ao exterior somaram US$ 183,667 bilhões (média diária de US$ 795,1 milhões). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2009 (US$ 608,4 milhões), as exportações cresceram 30,7%.
As importações, no acumulado do ano, foram de US$ 168,154 bilhões, com média diária de US$ 727,9 milhões. O valor está 43,5% acima da média registrada no mesmo período de 2009 (US$ 507,2 milhões).

O superávit da balança comercial no ano chegou a US$ 15,513 bilhões, com média diária de US$ 67,2 milhões. O número ficou 33,7% abaixo da média registrada no mesmo período do ano passado (US$ 101,2 milhões).

No acumulado do ano, a corrente de comércio somou US$ 351,821 bilhões, com média diária de US$ 1,523 bilhão. O valor é 36,5% maior que a média aferida neste mesmo período no ano passado (US$ 1,115 bilhão).

Clique aqui para ver a nota completa sobre os resultados da balança comercial da primeira semana de dezembro.

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André Diniz

Noticia - MDIC e MRE lançam Calendário Brasileiro de Exposições e Feiras 2011 (MDIC).

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) fazem o lançamento do Calendário Brasileiro de Exposições e Feiras 2011, hoje (7/12), a partir das 14 horas, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, durante a 31ª Reunião do Conselho Nacional do Turismo. O diretor de Políticas de Comércio e Serviços da Secretaria de Comércio e Serviços (SCS) do MDIC, Maurício do Val, irá apresentar o calendário juntamente com o representante do MRE.

O Calendário Brasileiro de Exposições e Feiras 2011 é um instrumento oficial do governo que divulga os mais importantes eventos. Trata-se de um esforço conjunto do setor público e da iniciativa privada para a confecção de uma ferramenta estratégica de promoção comercial. Dentre outras coisas, o calendário oferece às empresas brasileiras oportunidades de negócios, eleva a competitividade do empresário nacional frente ao exigente mercado globalizado e permite conhecer as mais recentes inovações tecnológicas de produtos e serviços.

Segundo Maurício do Val, a cada ano, a publicação se consolida como uma referência para os diversos setores da economia brasileira.  "Com a crescente relevância do Brasil em um cenário globalizado, o calendário é um instrumento de fundamental importância para promoção de produtos e serviços brasileiros e na consolidação das feiras e exposições realizadas no país, Além disso, é de relevância também para outros setores da economia, como o Turismo de Negócios", comenta.

Esta edição conta com a participação de 150 empresas promotoras e 317 eventos aprovados. O prazo de cadastramento para a edição impressa aconteceu de entre maio e agosto deste ano. A distribuição é gratuita no país e no exterior. A inclusão de novos eventos pode ser realizada a qualquer tempo na versão eletrônica do calendário, disponível no Portal do MDIC (www.mdic.gov.br) ou do BrazilTradeNet do MRE (www.btn.gov.br).

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Noticia - Ministro das Finanças de Hong Kong visita o Brasil para identificar oportunidades de investimentos (MDIC).

Nesta segunda-feira (6/12), o ministro das Finanças de Hong Kong, John Tsang, esteve no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em Brasília, para identificar oportunidades de investimentos no Brasil. Durante a reunião, foram feitas apresentações de técnicos do MDIC para a comitiva de representantes de Hong Kong. O objetivo foi fornecer informações sobre os setores em que existe maior potencial de aproximação entre as duas economias.

Participaram da reunião, representantes das Secretarias Executiva (SE), de Comércio Exterior (Secex), de Comércio e Serviços (SCS), de Desenvolvimento da Produção (SDP) e da Assessoria Internacional (Asint) do MDIC. Também estiveram presentes no encontro com os chineses, técnicos das entidades vinculadas ao ministério: do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Ficou acertado que as conversas irão continuar para que as oportunidades identificadas se concretizem.

Hong Kong é uma região administrativa chinesa dedicada ao comércio internacional. Seu território praticamente não dispõe de recursos naturais, sendo dependente da importação de matérias-primas, alimentos e combustíveis. Hong Kong é membro da Organização Mundial de Comércio (OMC), como um território aduaneiro, desde 1995.

Intercâmbio Comercial

O intercâmbio comercial entre Brasil e Hong Kong tem crescido ao longo dos últimos anos. Em 2009, mesmo com a crise econômica mundial, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) atingiu US$ 2,4 bilhões, um aumento de 153% em relação a 2003.

De janeiro a outubro de 2010, as exportações brasileiras para Hong Kong totalizaram US$ 1,43 bilhão, representando diminuição de 5,04% em relação ao mesmo período de 2009. As importações, por sua vez, somaram US$ 595,7 milhões, aumento de 38,28% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os principais produtos da pauta de exportações brasileiras para Hong Kong são pedaços e miudezas de frango congelados e carnes bovina e suína congeladas. Já os principais produtos que Brasil importa de Hong Kong são aparelhos de telefonia, equipamentos videofônicos de gravação e reprodução, aparelhos de ar condicionado, CDs, caixas para relógios, livros, brochuras e impressos semelhantes.

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Mara Schuster
 

Noticia - Consulta pública sobre acordo Mercosul-União Européia é prorrogada (MDIC).

Foi prorrogado para o dia 24 de janeiro de 2011, às 17h (horário de Brasília), o término da consulta pública sobre o Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Européia. Inicialmente, a data prevista era 14 de janeiro de 2011. A alteração foi publicada na edição desta quarta-feira (7/12) do Diário Oficial da União, na Circular n° 56 da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Os detalhes sobre a consulta pública foram publicados anteriormente, na Circular n° 54 da Secex, na edição do dia 29 de novembro passado. Por meio da consulta, associações e entidades de classe poderão se manifestar sobre a proposta européia de requisitos específicos de origem para os produtos classificados nos capítulos 25 a 97 do sistema harmonizado das negociações entre os dois blocos econômicos.

As manifestações deverão ser caracterizadas como favoráveis ou contrárias à proposta da União Européia e devem ser encaminhadas por meio de documento escrito endereçado ao Departamento de Negociações Internacionais (Deint) e de cópia digital por e-mail.

Na consulta pública, não será permitido apresentar novas propostas e, nos casos em que a manifestação for contrária, é necessário apresentar uma justificativa de contrariedade. No documento, devem constar ainda os dados sobre as associações e as entidades de classe. Todas as informações fornecidas serão tratadas como confidenciais pelas autoridades.

Clique aqui para acessar a Circular n° 54.

Para mais informações sobre a proposta européia, clique aqui.

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André Diniz

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Noticia - Brasil ousa dar rumo ao Mercosul | Valor Online


Em duas semanas, o governo brasileiro tentará uma jogada ambiciosa para enfrentar uma das principais críticas ao Mercosul, a de que é um arranjo muito imperfeito - um ensaio de integração econômica e comercial perfurado de exceções, que impedem o livre trânsito de mercadorias e atrapalham negócios das empresas dedicadas ao bloco regional. O Brasil que fixar, com os sócios, datas e métodos para remover os obstáculos que ainda existem à integração comercial nos países do Mercosul. A recepção da proposta entre os técnicos dos quatro países, reunidos na semana passada, não permite muito otimismo, porém.

Durante dois dias, na semana passada, diplomatas e técnicos do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai debateram sugestões como a meta de 1º de janeiro de 2011 para que todas as alfândegas desses países estejam integradas eletronicamente e unificados os procedimentos e normas dos fiscais aduaneiros em todas as fronteiras do Mercosul. A proposta também estabelece etapas (até 2017) para que, uma vez ingressada em algum dos países do bloco, uma mercadoria possa transitar por todos os outros sem ter de pagar novamente tarifa de importação.

Os cronogramas e medidas discutidos pelos negociadores devem orientar a próxima reunião de cúpula do bloco, nos dias 16 e 17 de dezembro, em Foz do Iguaçu, e, na falta de acordo, a decisão ficou para os ministros e presidentes. No campo econômico, a discussão está concentrada no que os diplomatas chamam de "consolidação da união alfandegária", uma agenda de 28 capítulos e algumas dezenas de artigos. Como antecipou em outubro ao Valor o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o objetivo do governo brasileiro é criar "metas" para uma "integração plena" entre os países.
País quer remover obstáculos à integração no bloco
O problema, para alguns dos sócios do Brasil no Mercosul, é que essa integração obedece a prioridades do Brasil, nem sempre coincidentes com as dos demais. Os brasileiros querem, por exemplo, acabar com as chamadas exceções à tarifa externa comum, que são, de fato, uma excrescência num bloco integrado de comércio como pretende ser o Mercosul. Mas os sócios menores acusam os brasileiros de querer prejudicá-los nessa discussão.

Hoje, em vez de tarifas homogêneas, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai cobram, cada um, diferentes alíquotas de imposto de importação sobre bens de informática e telecomunicações e sobre máquinas e equipamentos para a indústria (os chamados bens de capital). Dono de uma diversificada indústria de máquinas e equipamentos, o Brasil tem tarifas mais altas, para proteger a produção local, enquanto os sócios obtiveram, na marra, permissão para importar com tarifas mais baixas, barateando investimentos e evitando uma dependência excessiva dos equipamentos produzidos no maior país do bloco.

Os uruguaios costumam criticar a subordinação dos interesses do Mercosul às conveniências do sócio mais forte. Eles reclamam da insistência brasileira em tarifas mais altas para os bens de capital; queixaram-se também da resistência brasileira a incluir, no documento de "Consolidação" uma regulamentação mais rígida para concessão de incentivos fiscais e financeiros (o Brasil, país com maior capacidade para dar incentivos, não quer perder a autonomia que tem para dar fôlego à indústria nacional).

As ambições do Itamaraty se estendem à criação de regimes especiais conjuntos de apoio a setores empresariais - o documento prevê a consolidação, até o fim de 2011, de um esquema desses, com facilidades para os investidores, voltado para as indústria naval e aeronáutica; até o segundo semestre de 2014 seria criado um para os setores de saúde e educação, entre outros.

As sugestões brasileiras correm o risco, porém, de se transformarem em uma lista de compromissos genéricos, longe da intenção manifestada por Amorim, de aprofundar as normas comuns entre os países do Mercosul. Em alguns casos, quem resiste às definições são os sócios do Brasil; em outros, são os próprios brasileiros que rejeitam a perda de soberania que implica esse tipo de acordo. 

Paralelamente, porém, os setores ligados à indústria dos dois governos mostram a necessidade de uma maior coordenação entre os países, para extrair o máximo de vantagens do interesse mundial pelos mercados da região. Na sexta-feira, Argentina e Brasil anunciaram a intenção de negociar uma proposta comum para discutir, em 2011, com as montadoras de automóveis, responsáveis por um terço do comércio entre os dois países. A intenção dos dois governos é pressionar as empresas multinacionais para que incluam Brasil e Argentina entre seus centros de desenvolvimento de novas tecnologias, de materiais e máquinas inovadores a combustíveis alternativos. 

Assumiram o desafio de mostrar que os dois países, coordenados, têm mais chance de obter resultados favoráveis do que se competirem entre si pelas boas graças dos investidores.

NOTICIA - TV RECEITA LANÇA SÉRIE DE VÍDEOS COM ORIENTAÇÕES SOBRE A DECLARAÇÃO DO IR 2015 - Fonte: RECEITA FEDERAL

Principais dúvidas dos contribuintes são explicadas de forma didática A Receita Federal divulgou no dia 17/3, no canal da TV Receita no y...